Evasão escolar, baixo desempenho e problemas comportamentais são algumas consequências da violência nas escolas. Para combater este problema, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) atua em duas frentes: repressiva e preventiva. Com relação à primeira, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) demonstram uma boa avaliação das atividades policiais nas escolas públicas de Mato Grosso. Segundo o levantamento, feito em 2015 junto aos avaliadores da Prova Brasil, 59,1% dos entrevistados consideraram bom o esquema de policiamento para inibição de furtos, roubos e outras formas de violência.
O furto lidera o ranking das principais ocorrências registradas em unidades escolares e universidades públicas e privadas em Mato Grosso entre janeiro e setembro de 2016 e de 2017. Conforme a Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Sesp, o Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) levantou 813 casos no ano passado e 992 este ano. Mas a questão da violência nas escolas não se resume a roubos e furtos. A ameaça é a segunda ocorrência mais registrada no mesmo período, com 461 casos em 2016 e 592 em 2017, seguida de lesão corporal, que contou com 267 registros no ano anterior e 377 este ano.
Em Cuiabá, o comparativo do mesmo período foi de 200 ocorrências de furto em 2016 e de 266 em 2017. Já os casos de ameaça foram de 113 no ano passado e 161 este ano. Em terceiro lugar também está o delito de lesão corporal, 55 registros em 2016 contra 96 em 2017. Estas ocorrências são mais frequentes que o roubo, por exemplo, que ocupa o 11º lugar no ranking estadual e 9º no levantamento da Capital. Este tipo de delito apresentou considerável redução no número de casos. Entre janeiro e setembro de 2016, foram identificados 80 roubos em unidades escolares do estado, enquanto no mesmo período de 2017, foram registrados 66 casos. Já em Cuiabá, ocorreram 29 roubos no ano passado e 26 este ano.
Seguindo esta linha, a pesquisa do Inep, que consta no 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, constatou que 55,8% dos professores e diretores entrevistados em Mato Grosso já sofreram agressão verbal ou física de alunos, enquanto 43,2% alegaram não ter passado por esta situação e 1,1% não se manifestou.
Os dados também demonstraram que 72,8% presenciaram alguma agressão verbal ou física de estudantes a outros alunos da escola, 26% disseram não ter visto esse tipo de ocorrência e 1,2% não respondeu. O cenário aponta para a necessidade do envolvimento de órgãos e da sociedade civil, especialmente os familiares dos estudantes, no âmbito preventivo. Alguns projetos são desenvolvidos pelas forças de segurança do Estado com este objetivo, como o Rede Cidadã e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), coordenados pela Polícia Militar (PM-MT), e De Bem com a Vida e De Cara Limpa contra as Drogas, sob responsabilidade da Polícia Judiciária Civil (PJC).
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Autor: AMZ Noticias com Nara Assis