Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

Setor imobiliário nacional fecha o ano com expansão de negócios e otimismo




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O mercado imobiliário na Grande Cuiabá apresentou até outubro de 2017 um aumento no número unidades lançamentos na ordem de 280% em relação ao mesmo período de 2016. Esse percentual diminuiu a diferença no volume de unidades lançadas em relação ao patamar histórico, que era perto de 2,5 mil unidades (2014) e que caiu para 700, em 2016, e este ano deve recuperar 1,3 mil aproximadamente unidades até dezembro. Confira aqui o detalhamento da versão simplificada da pesquisa.

Essa foi uma das conclusões do Censo Imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande, relativo ao terceiro trimestre, divulgado ontem, pelo Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Fiemt). O resultado do levantamento foi apresentado a construtores, consultores imobiliários e dirigentes da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi/MT).

“Esse resultado no trimestre não é pelo sucesso de 2017, mas pelo baixo número de lançamentos no ano passado. 2016 não foi um ano fácil para a construção civil. Entretanto, proporcionalmente ao seu tamanho e contingente populacional, Cuiabá teve, nesse período, uma posição de destaque no cenário nacional. Ficou em quinto lugar em venda de imóveis e em terceiro lugar no número de lançamentos”, analisa o consultor da pesquisa, Fábio Tadeu Araujo, da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, empresa responsável pela pesquisa, com sede em Curitiba (PR) e com larga experiência em mercado imobiliário.

A pesquisa mostra também que até outubro consultor também resalta que as vendas na Grande Cuiabá continuam num patamar médio de 150 unidades por mês, número considerado razoável, e que perfaz 450 unidades por trimestre. De acordo com ele, isso significa que o ano deve terminar com perto de 1.800 unidades vendidas.

“Se vende mais unidade do que lança, a oferta disponível diminui. O cenário aponta uma tendência de um volume maior de lançamentos em 2018 em relação a 2017. Na medida em que a oferta diminui, começa a faltar imóvel para o público final”, pondera Araújo.

Considerando que o cenário é de recuperação, o mercado regional de Mato Grosso tem reagido bem ao panorama econômico nacional o que vislumbra um ano novo melhor que 2017. O presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon/MT, Paulo Bresser, reforça que o panorama sinaliza o interesse das pessoas em querer comprar imóveis para moradia ou investimento.

“Temos uma oferta que está sendo consumida, uma perspectiva de mercado melhor. As pessoas estão começando a voltar a pensar em imóvel. E tudo isso vem pelo fato de se estar com mais segurança em ter emprego, em ter renda, em ter negócios e se conseguir fazer algumas coisas. Pra comprar imóvel, a pessoa precisa de tudo isso, somando à perspectiva de melhora da economia. Estamos começando, subindo o primeiro degrau, a situação está melhorando”, explica Bresser.

OTIMISMO - O presidente do Sinduscon/MT, Julio Flávio Campos de Miranda, aponta que o otimismo do setor no estado para 2018 está apoiada na confiança do empresariado nas medidas que o governo federal vem tomando e também na força do agronegócio, que é um fomentador da construção civil. Segundo ele, se o pleito da indústria da construção no país for atendido o setor será a âncora do desenvolvimento nacional.

“A expectativa é de uma melhora no segmento em 2018, especialmente pelas reformas que estão sendo implementadas pelo governo federal que vão incentivar a produção, a geração de emprego, o aumento da confiabilidade do país, por uma previdência social mais equilibrada, pela atração de investidores nacionais e internacionais e pelas boas perspectivas de uma boa safra agrícola”, destaca ele ao considerar que a manutenção do saldo positivo de empregos na construção civil dependem de lançamentos imobiliários e obras de infraestrutura.

 


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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