O secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, afirmou que o Governo do Estado planeja voltar a pagar o funcionalismo público no último dia útil de cada mês a partir de janeiro do próximo ano.
Desde o ano passado, o Executivo estadual passou a fazer os pagamentos dos servidores até o dia 10 de todos os meses. O Governo argumentou que tal medida seria necessária em razão das dificuldades econômicas enfrentadas pelo Estado. Em dois meses, os vencimentos precisaram ser escalonados, ou seja, nem mesmo se conseguiu quitar toda a folha no dia 10.
“As Secretarias de Fazenda, Planejamento e Gestão estão trabalhando para isso acontecer já no próximo exercício. É uma meta de Governo. Para que isso possa acontecer, há muita coisa para a gente trabalhar”, disse.
“A ideia é que a gente possa ir retornando [os pagamentos no último dia útil de cada mês] aos poucos. Faremos isso a partir de 2018, quem sabe até no primeiro mês”, acrescentou.
O governador Pedro Taques (PSDB) havia prometido que retomaria o pagamento dos servidores no mês, em março ou abril do próximo ano. Entretanto, Modesto revelou que os esforços estão concentrados para que a alteração na data aconteça logo no primeiro mês de 2018.
“Pode ser que não façamos isso logo no primeiro mês, porque teremos apenas 30 dias, no começo do ano, para trabalhar para que isso aconteça. Mas a ideia é essa e vamos fazer todos os esforços para que isso ocorra logo em janeiro”, declarou.
Entre as medidas que auxiliarão na mudança da data de pagamento está o Fundo de Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que encaminhará R$ 496 milhões ao Estado, após sanção do presidente Michel Temer (PMDB).
Em razão do FEX, Modesto assegurou que o pagamento correspondente ao mês de dezembro não corre risco de escalonamento, como aconteceu nas folhas de setembro e outubro.
“O que aconteceu no final do ano foi o acúmulo na frustração de repasses da União e das próprias receitas do Estado. Se acumula no final do ano, é uma frustração que afeta as contas a pagar, inclusive a folha. Você tem contratos, duodécimos e repasses que são constitucionais e com frustração acumulada, o caixa fica muito pior no final do ano”, comentou.
“A gente enfrentou isso desde setembro, quando começaram as dificuldades, e em outubro passamos por situação parecida no pagamento feito em novembro. Mas agora, a partir do próximo ano, as coisas voltam ao normal e, se Deus quiser, com o FEX chegando, começaremos o ano um pouco mais equilibrados. Sempre haverá dificuldades, mas a prioridade sempre será a folha de pagamento”, completou.
.gif)
Autor: AMZ Noticias com Midia News