Sempre apontado como um dos que têm condições de chegar forte na briga pelo Palácio do Planalto, em 2018, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) necessita de um palanque em Mato Grosso no qual possa confiar. E é por isso que o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva colocou o seu nome à disposição do partido para a disputa do governo de Mato Grosso ou de uma cadeira no Senado da República, nas eleições de outubro do próximo ano.
Ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes se confessou admirador da história de Julier Sebastião, seja na advocacia em defesa dos trabalhadores rurais ou como magistrado, na Seção da Justiça Federal em Mato Grosso. E, por isso, sempre incentivou-o a liderar uma chapa majoritária em território mato-grossense.
A avaliação dele tem ressonância com a tese sustentada pelo presidente da Executiva Regional do PDT, deputado Zeca Viana, de que o partido de Leonel Brizola terá presença marcante no pleito de 2018. “Coloquei o meu nome para a discussão interna, no partido, porque faz parte do processo democrático. Mas não estou cobrando nem exigindo nada”, afirmou ele, para a reportagem do Olhar Direto, por telefone.
Todavia, o ex-juiz federal alertou que somente após amplo debate no PDT é que irá tomar a decisão sobre a candidatura ou não. “Ainda não decidi quanto a isso [sobre candidatura], mas o PDT vai apresentar ao eleitor um projeto para Mato Grosso e um projeto para o Brasil [liderado por Ciro] a ser defendido na campanha”, ponderou ele.
Nas duas últimas passagens de Ciro Gomes por Cuiabá, teve contatos com Julier e sempre manifestou desejo de vê-lo no palanque, pedindo votos. Em 2016, Julier disputou a Prefeitura da Capital pela coligação “Cuiabá: futuro na inclusão” e conquistou cerca de 24 mil votos, ficando em quarto lugar – atrás do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), eleito no segundo turno; do deptuado Wilson Santos (PSDB) e do Procurador Mauro Lara (Psol).
Após duas décadas no Poder Judiciário, Julier deixou a magistratura em 2014 e, quando seu ingresso no PT era dado como certo, se filiou ao PMDB para disputar o governo de Mato Grosso. Ele levou uma rasteira épica dos caciques da legenda e não consegiu sequer chegar à convenção peemedebista.
Depois, em 2015, migrou para o PDT. Assim como o governador José Pedro Taques (PSDB), ficou nacionalmente conhecido por desmantelar o crime organizado em Mato Grosso, no início da década de 2000, com a prisão e condenação do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, na Operação Arca de Noé, em fins de 2002.
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Autor: Ronaldo Pacheco com Olhar Direto