A articulação em prol da formação de uma “frente suprapartidária”, cujas siglas não possuem representatividade na Assembleia Legislativa ou entre a bancada federal de Mato Grosso, terá que elaborar uma “engenharia política” para conseguir abrigar todas as legendas interessadas em formalizar o grupo e, ao mesmo tempo, suas respectivas alianças ou manifestações de apoio para as candidaturas majoritárias nas eleições deste ano.
A avaliação é do vereador por Cuiabá Dilemário Alencar (Pros), um dos líderes partidários envolvidos na movimentação na Câmara de Cuiabá. Segundo ele, além do Pros, o grupo é composto, até o momento, pelo PRB, da ex-senadora Serys Slhessarenko, o PMN, PPL, o PRTB, do vereador Macrean Santos, e o Avante (antigo PTdoB), do vereador Juca do Guaraná.
Também tem se interessado pelas tratativas o Podemos, cujo principal nome é o do senador José Medeiros, candidato à reeleição e cotado governador pelo próprio partido.
As conversas sobre a frente dos “nanicos” ainda é embrionária, mas a meta é alcançar também legendas como o PRT, do líder do prefeito, vereador Lilo Pinheiro, PSDC, representado na Câmara de Cuiabá pelo vereador Elizeu Nascimento, e o PSL, do Wilson Kero Kero, que deverá receber o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro.
Diante de tanta diversidade e histórico de alianças, a discussão deve se aprofundar sobre a liberdade de cada partido em apoiar os candidatos ao governo de Mato Grosso e ao Senado.
Para presidente, já é certa a livre associação. Uma reunião marcada para este mês deve consolidar, ou não, a estratégia. O grupo teme o efeito do chamado “fundão partidário”, aprovado pela Câmara Federal no ano passado para financiar campanhas eleitorais. “Não vai ter outro jeito a não ser nos unirmos. A máquina partidária das grandes legendas ficou muito mais forte”, avalia Dilemário.
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Autor: Renan Marcel com Gazeta Digital