O governador Pedro Taques (PSDB) negou, na noite desta quinta-feira (18), a existência de uma crise na sua relação com os deputados que compõem a sua base na Assembleia Legislativa.
Na última terça-feira (16), o Legislativo criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto desvio na aplicação de fundos do Governo do Estado.
No dia seguinte, o tucano encaminhou ofício ao presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), informando que não poderá prestar auxílio financeiro para a realização de festas de Carnaval nos Municípios de Mato Grosso, em 2018, por meio das emendas parlamentares.
“A base não precisa ser recomposta, porque a base está unida conosco. A CPI é um direito do Poder Legislativo. Eu sou favorável à CPI. Tanto que o líder [Dilmar Dal’Bosco] me ligou e eu o liberei para assinar a CPI. Quem não tem nada a temer não precisa ficar com medo de CPI. Não fizemos nada de errado”, disse Taques, durante evento de posse do novo secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e da nova procuradora-geral do Estado, Gabriela Novis Neves.
O tucano também negou que o corte no pagamento das emendas de Carnaval no Estado seja uma retaliação por conta da criação da CPI.
O auxílio é encaminhado pelo Executivo todos os anos, por meio de emendas parlamentares. Não há informações sobre quais cidades serão afetadas com a decisão, nem o valor total das emendas.
O governador explicou que a medida foi necessária, em razão da crise financeira que atinge o Estado. “Nem um pouco. Estamos em um momento de crise. Eu gosto de Carnaval. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Mas, neste momento, precisamos priorizar Saúde”, resumiu.
Apesar de o governador negar a crise de relacionamento, nenhum parlamentar compareceu ao evento de posse dos novos secretários. "Eu falei com 10 deputados hoje. O [Eduardo] Botelho está no Rio de Janeiro, de férias, outros estão no interior. Não existe nada de boicote. Só hoje falei com 10 deputados", resumiu.
Autor: AMZ Noticias com Midia News