Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Taques oferece feijoada aos aliados, reafirma paz com Leitão e quer reeleição




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Embora insista em dizer que só discutirá política após “comer canjica na Semana Santa, adiando o posicionamento público sobre a reeleição para abril, o governador Pedro Taques (PSDB) segue se movimentando em busca da viabilização do projeto político. Na manhã deste sábado (03), recebeu os principais líderes do seu grupo político para uma feijoada na sua residência, situada no Condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá.

Os participantes se comprometeram a não comentar os assuntos tratados na reunião. No entanto, uma das lideranças políticas confidenciou ao   que Taques comunicou aos aliados que chegou ao entendimento com o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e segue unido com o vice-governador Carlos Fávaro (PSD).

 “Foi uma reunião muito boa. Lavamos a roupa suja que estava pendente e reafirmamos a unidade do grupo político. Acredito que o governador saiu mais forte para buscar sua reeleição”, pontuou um dos políticos presentes.

Na última quarta (31), Taques deu aval para Leitão se articular para a disputa ao Senado e em contrapartida, recebeu do correligionário a garantia de apoio ao seu projeto de reeleição. Com isso, as divergências internas que chegaram a ameaçar a permanência do governador no PSDB foram superadas.

O entendimento entre Taques e Leitão foi intermediado pelo governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), amigo próximo a ambos. As conversações tiveram acompanhamento da direção nacional do PSDB.

Sobre Fávaro, Taques reafirmou perante os aliados a parceria e confiança no seu vice. A relação entre eles passou a ser objeto de especulações quando o senador oposicionista Wellington Fagundes (PR) declarou a imprensa que o social-democrata o procurou para tratar de possível candidatura a governador.

A declaração de Wellington causou mal estar porque Fávaro estava em férias e não se pronunciou rapidamente. Já Taques se apressou em minimizar o assunto, dizendo que confia mais no vice do que no senador do PR.

Além de Taques, Leitão e Fávaro, estavam presentes na feijoada o chefe da Casa Civil Max Russi (PSB), o presidente do PSDB de Cuaibá Carlos Avalone, o ex-senador Jayme Campos (DEM), o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB), o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) e o presidente do PSDB em Mato Grosso Paulo Borges. O empresário Marcelo Maluf, irmão de Guilherme e militante histórico do PSDB que nunca ocupou cargo eletivo, também participou das conversações. Os presentes representam as principais siglas da base de sustentação do governador.

Articulação Política - Taques os convenceu de que, apesar da crise econômica que impõe restrições à gestão, é possível mostrar feitos e avanços sociais. Como argumento, citou a austeridade na gestão, a exemplo da PEC do Teto dos Gastos Públicos, que vai fazer o Estado ter condições de investimentos e fôlego num futuro próximo.

Esse encontro de líderes tucanos, democratas e social-democratas é uma prova de que outros possíveis candidatos majoritários podem se juntar, como o próprio Mauro Mendes. Em março, o ex-prefeito de Cuiabá sai do PSB e deu garantias de que ingressará no DEM, legenda que hoje flerta com o Palácio Paiaguás.

Agora, o governador vai precisar de muita habilidade política e diálogo para abrigar todos com interesse na majoritária no mesmo palanque.Fávaro, por exemplo, está na expectativa de entrar de novo numa chapa como vice. Jayme e Leitão desejam concorrer ao Senado, que abrirá duas das três cadeiras para disputa à representação mato-grossense para mandato de oito anos.

Faltam contemplar nesse grupo Mauro, que pretende concorrer ao governo, o que confronta com o interesse do próprio Taques. Ainda é preciso acomodar o ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi (PP), que buscará a reeleição.


Autor: Jacques Gosch com RDNews


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