Depois de ver uma redução expressiva do ritmo de expansão durante a crise, a perspectiva, não só do franchising mas de todos os setores brasileiros, é de retomada de crescimento. A estimativa se sustenta na previsão de uma recuperação gradual do consumo, impulsionada pela queda dos juros e da inflação, conduzindo o avanço do setor em dois dígitos de faturamento.
A projeção da Associação Brasileira de Franchising (ABF), divulgada durante convenção do setor, é que a receita bruta das redes de franquias suba 10% em 2018, em termos nominais (sem descontar os efeitos da inflação). Em número de unidades, a previsão é expansão de 5% a 6%, e estabilidade no total de redes. Para este ano, a expectativa é um crescimento de 8% no faturamento, 2% em unidades e retração de 6% no total de redes.
Esse início de retomada econômica contou com alguns fatores, que foram fundamentais dentro do processo de “reinvenção” do mercado, como a queda da taxa Selic e o descolamento da economia com o cenário político; e é simples explicar o motivo pelo qual trouxeram bons resultados, a queda dos juros fez com que o dinheiro fosse para a economia real e isso atingiu diretamente o franchising.
Até 2014, o setor crescia a uma média anual de 24%. Com o início da recessão econômica a taxa despencou, caindo para algo em torno de 8% ao ano. O nível de expansão de antes da recessão, entretanto, não se repetirá nos próximos anos, mesmo com a estabilização da economia. O sistema está mais estruturado, a competição é maior, e o Brasil não deve passar novamente por um momento de boom do consumo, como o que ocorreu entre 2003 e 2013 com a ascensão das classes baixas. Acredito em crescimentos sustentáveis e acima de dois dígitos, mas não superior a 20%, o que já um avanço e tanto.
O mistério da eleição - Que 2018 tende a ser melhor para o setor de franquias do que o ano passado, isso não há dúvidas, mas este ano ainda guarda uma grande incerteza, que pode inclusive mudar os planos de longo prazo: as eleições.
“Temos um problema grave que é ninguém ter a mínima ideia de quem será o próximo presidente do Brasil. Isso gera instabilidade e sentimento generalizado de desconforto, afinal como você faz um planejamento de cinco anos sem ter noção de quem estará à frente do País? Essa é uma pergunta que devemos nos fazer constantemente”, diz Lucas Atanázio Vetorasso, CEO e estrategista do Grupo ATNZO, com mais de 500 franquias de sucesso em sua carreira.
Terceiro Trimestre - Com relação ao período de julho a setembro de 2017, as redes de franquias avançaram 7,8%, frente ao mesmo intervalo do ano de 2016, atingindo R$ 41,8 bilhões. Podemos destacar o segmento de entretenimento e lazer, que avançou 13,1%.
Com o maior peso no faturamento do franchising, o setor de alimentação apresentou alta menor no período, de 6,1%. E esse resultado se deve a uma queda no fluxo dos shoppings.
Em relação ao número de unidades, o saldo positivo foi de 2,2%, resultado de um índice de aberturas de 3,5% e de fechamentos de 1,3%. O avanço representou acréscimo de 3.465 lojas, indo a 147.539 unidades. Em empregos gerados o avanço no terceiro trimestre foi quase nulo, de 0,4%, mais ainda sim conseguiu se manter.
“Todos sabemos que esses últimos anos não foram nenhum pouco agradáveis para a economia do país, muito menos para os empreendedores, mas a boa notícia é de que agora estamos conseguindo ver uma luz no fim do túnel, e podemos começar a respirar um pouco mais aliviados.”, finaliza Lucas.
Autor: Redação AMZ Noticias