Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Mulheres asseguram direitos e garantem seus espaços na carreira militar




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Sorridente, de farda alinhada, coturno engraxado, maquiagem suave, brincos pequenos e de batom. Foi assim que a 2ª tenente da Polícia Militar, Thamires Andrade de Almeida Oliveira, de 29 anos, chegou para trabalhar no 1º Comando Regional, em Cuiabá, nas vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Com a sensibilidade, característica feminina, a policial contou, baseada na própria vivência, como é ser mulher na corporação que tem como princípio garantir a segurança dos cidadãos de Mato Grosso.

Na sala de trabalho a tenente confidencia que ainda quando criança vestia a farda de uma tia e sentia, e ainda sente, orgulho de ter na família policiais militares. Ali ela já sabia que queria ser policial, era um sonho da menina, que tornou-se realidade há sete anos, quando ingressou na corporação como oficial.   

A primeira turma de mulheres a entrar na PM de Mato Grosso em 1983. Nos tempos atuais, a policial mulher não sofre preconceito, como de fato deve ser. Mas quem afirma essa boa realidade contemporânea é a própria tenente. "Há muito respeito dentro da Polícia Militar, independente de ser homem ou mulher", detalhou a profissional da Segurança Pública.  

Thamires atualmente está no trabalho interno e sob sua hierarquia estão 20 servidores. Mas antes do serviço administrativo, ela atuou no operacional, ou seja, ia para a rua enfrentar criminosos. Medo ela não sente, sabe que é dever promover segurança aos cidadãos. E nessas atividades sem rotina, como ela mesma afirma, muitas histórias são vivenciadas.

Aobuscar na memória, no baú das lembranças, o que mais marcou nesses sete anos de PM, os olhos da tenente chegaram a ficar marejados. Das ocorrências atendidas, as que mais tocaram Thamires foram as de violência doméstica. “Durante o atendimento a imparcialidade deve prevalecer”, assegura a policial.

Dos olhos marejados, provando a sensibilidade atrás da farda cinza e unissex, aos olhos brilhando em vários momentos, tudo está relacionado ao trabalho, cuja atividade é árdua, dura. "Sou forte, mas sem perder a feminilidade", observa a policial.

E se alguém ainda pensa que mulher é sexo frágil está na hora de rever o conceito. Tanto é que o ingresso, treinamento e as atividades na corporação não se diferem de acordo com o gênero. Nada dentro da Polícia Militar de Mato Grosso é mais fácil ou mais difícil para mulheres. É simplesmente igual para todos os servidores. “Todos que entram é por mérito", enfatiza a 2ª tenente.

Das atuais 630 policiais militares mulheres em Mato Grosso, observando o trabalho da tenente Thamires, é possível afirmar que elas são responsáveis, competentes e cumprem com zelo e dedicação a profissão que escolheram para a vida. Profissão essa que é de ajudar crianças, jovens, adultos, homens e mulheres.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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