S�bado, 18 de Abril de 2026

Antônio Joaquim chama Pedro Taques de 'impostor' e quer oposição unida




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O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro afastado Antonio Joaquim, que ainda aguarda aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para se aposentar e assinar ficha de filiação no PTB com objetivo de viabilizar sua pré-candidatura ao Governo do Estado, voltou a atacar o governador Pedro Taques (PSDB). Classificou o tucano como “impostor” que precisa ser retirado do Palácio Paiaguás pela incapacidade administrativa.

“Vivemos sob o império de um impostor. Pedro Taques é um impostor. Não tem coerência. É daqueles que diz que não fala com presidiários, mas visitou o primo e o deputado Fabris na cadeia. É desse tipo de gente. Não fala coisa com coisa. Precisamos desmoralizar esse impostor. Mato Grosso não pode continuar com um homem desses no governo”, declarou Antonio Joaquim, antes de participar de evento na Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), durante a 2ª Marcha a Cuiabá, na tarde desta quinta (8).

O conselheiro afastado também rebateu as acusações feitas por Taques durante a 12ª edição da Caravana da Transformação em Cáceres. Em discurso, chamou os opositores de fracassados e acusou de participação em esquemas no Governo Silval Barbosa.

“Diz que não permite esquemas, mas permitiu grampos ilegais, corrupção na Seduc e o bereré do Detran. Sujeito impostor, diz que denunciou a corrupção no Detran como senador, ganhou o governo e a corrupção continuou do mesmo jeito. Cara de pau. Além de permitir a corrupção, tem o desperdício. Não fez nada para não brigar com os deputados da base dele que era a mesma base do Silval. Fracassado é o governo dele”, completou.

Antonio Joaquim também considera como positivas as articulações do senador Wellington Fagundes (PR) para ser candidato a governador pela oposição. Como alternativas para a disputa eleitoral, ainda cita nomes como o ex-senador Jayme Campos (DEM), o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), o ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS), o ex-prefeito de Sinop Juarez Costa (MDB) e o deputado estadual Zeca Viana (PDT).

“Jayme Campos é uma opção que tem legitimidade, porque não ocupou cargos no governo e vem dizendo há tempos que seu compromisso com Pedro Taques acaba em dezembro. Precisamos oferecer opções. Esse impostor vai ficar perseguindo todo mundo, mas vai ter sobreviventes. Precisamos tirar esse impostor, incompetente e incapaz do governo. Não estava preparado para governador e causou prejuízos para Mato Grosso”, pontua.

Além disso, Antonio Joaquim defendeu a unidade da oposição contra Taques e propõe a realização de um seminário após 7 de abril, quando o encerra o prazo para filiação partidária, para debater as principais falhas do Executivo. Os eixos propostos são desequilíbrio fiscal, estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no gasto com folha de pagamento, sonegação fiscal, incentivos fiscais, crise na saúde e má-gestão.

Aposentadoria - A aposentadoria de Antonio Joaquim foi questionada por Taques junto ao STF em novembro, após a deflagração da Operação Malebolge, que resultou no seu afastamento e de outros conselheiros do TCE por suposto envolvimento em esquemas de corrupção. O agravo regimental relatado pelo ministro Luiz Fux foi encaminhado para a 1ª Turma e se não for julgado favoravelmente até final de março, inviabiliza a filiação partidária e conseqüente pré-candidatura ao governo.

“Continuo firme. Sou resiliente e determinado. Dependo de uma decisão que não posso me influenciar. Espero que seja julgado. Se não for julgado terei meus direitos cassados de forma monocrática, pelo voto de um ministro. Nem a Lei da Ficha Limpa permite isso. E eu sou ficha limpa. Não tenho nenhum processo, nenhuma denúncia, nenhuma sindicância. Tenho as mãos limpas, sou apenas investigado. Fui vítima da desonestidade política de Pedro Taques”, concluiu sem descartar a possibilidade de entrar com mandado de segurança para o caso ser pautado no Supremo.


Autor: AMZ Noticias com RDNews


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