O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), assegurou que vai manter uma posição de neutralidade em relação ao processo eleitoral deste ano.
No final de fevereiro, ele anunciou a desistência de ir à reeleição como senador. Agora, afirmou que, por conta desta decisão, não poderá opinião sobre os aspirantes a seu cargo para não “pular dentro de processo eleitoral”.
“Eu não vou fazer avaliações. Não vou participar das articulações. Se eu começar a emitir muita opinião, começa a interferir no processo. Obviamente, estou vivo. Vou uma hora estar conversando com um ou outro. Mas uma coisa é conversar, dar uma opinião. Outra é pular para dentro do processo eleitoral. Não vou fazer isso”, disse.
Ao anunciar a desistência, o ministro afirmou que já tinha tomado a decisão há algum tempo e que decidiu publicizar agora por entender que poderia estar “travando” as conversações em torno do processo político em Mato Grosso.
Segundo ele, após sua saída, abriu um espaço que, talvez, antes não existisse. Nas últimas semanas, lançou-se como pré-candidato ao Senado o vice-governador Carlos Fávaro (PSD).
Além dele, o deputado federal Adilton Sachetti (sem partido) também articula uma vaga na disputa, possivelmente pelo PRB.
“Com minha saída, claro, abriu um grande espaço. Vejo vários nomes sendo colocados, bons e importantes nomes. A política precisa ser renovada. E fico feliz com essa movimentação”, disse Maggi.
“Se eu fosse candidato, teria que liderar as discussões no meu partido, da coligação, e é isso que não quero. Por isso, eu vou ficar afastado. Não vou ficar nas negociações. Vou ficar acompanhando de fora”, completou.
Autor: AMZ Noticias com Midia News