A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) comemorou a decisão da Rússia em reabrir o mercado para a carne brasileira, conforme anunciado, no início da tarde do último dia (31.10), pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.
Em vídeo, Maggi afirmou que recebeu a notícia durante a missão comercial à China e aos Emirados Árabes da qual participa. Ele parabenizou o governo brasileiro, o Mapa e também os produtores brasileiros.
Para o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, a reabertura do mercado russo é uma conquista conjunta entre o governo federal e as entidades do setor. “A decisão reforça a importância da carne brasileira e o reconhecimento das condições sanitárias que o Brasil já adota e a excelente qualidade do nosso rebanho. O Brasil tem o segundo maior rebanho do mundo, com 249 milhões de cabeças, e é o segundo maior produtor de carnes e, certamente, com a reabertura do mercado russo haverá um aumento significativo na demanda, já que a Rússia chegou a ser responsável por aproximadamente 10% das nossas exportações”, afirmou Marco Túlio.
Ele reforçou que desde o anúncio do embargo – em dezembro do ano passado - uma força-tarefa entre o Mapa, produtores, entidades representativas da cadeia produtiva da carne vinham trabalhando juntos para reverter a situação. Além da carne bovina, a Rússia também voltará a importar a carne suína produzida no Brasil.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, explica que “foi feito um trabalho intenso de rastreabilidade e segregação na produção para atender aos requisitos do mercado russo, embora a ractopamina seja um produto seguro”. Todas as medidas adotadas foram acompanhadas de trabalhos técnicos e de discussões com as autoridades sanitárias russas.
“Esperamos que o setor privado entenda que as ações de certificação e segregação são necessárias para preservar este mercado”, alertou Rangel. Conforme o secretário “o ministério sempre estará preparado para discutir tecnicamente com os russos, mas as garantias que devem ser dadas ao longo da cadeia produtiva são de responsabilidade do produtor e do frigorífico”.
O secretário espera que com a retomada das exportações as empresas adquiram o fôlego que perderam ao longo de 2018 com a greve dos caminhoneiros e com o consequente desabastecimento causado pela paralisação.
Autor: Redação AMZ Noticias