Concluído o mandato de Pedro Taques (PSDB), a constatação é que a região do Araguaia não progrediu consideravelmente em infraestrutura. O levantamento feito pela equipe do Semana7 observa que pelo menos sete de dez obras de pavimentação, previstas pelo governo ao extremo leste do estado, estão paralisadas. Algumas nem se quer iniciaram. A situação prejudica o trânsito da população e dificulta o escoamento da produção agropecuária.
As rodovias estaduais da região do Araguaia permanecem em condições ruins, após quatro anos de governo Taques. Ao longo do mandato a população ouviu promessas de que a principal demanda da porção leste do estado seria atendida, mas pelo menos sete trechos ainda estão no chão batido, sem previsão para conclusão do asfaltamento.
O levantamento do Semana7 considera estradas de acesso a 10 municípios do Araguaia, que estão em obras. Elas são herança do governo de Silval Barbosa e fizeram parte do programa da época MT-Integrado. A reportagem observou três situações, as quais essas rodovias são encontradas hoje: obras em andamento, paralisada ou não iniciada. Cinco dessas pavimentações iniciaram, mas atualmente estão paradas. As estradas são estaduais e fazer o acesso a Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, Cocalinho, Torixoréu e Araguainha.
As que, mesmo após ordem de serviço, ainda nem foram iniciadas são trechos das estradas de São José do Xingu e Luciara. Nossa reportagem não conseguiu informações sobre o trecho em chão do município de Paranatinga. Apenas os acessos a Novo São Joaquim e Novo Santo Antônio foram encontrados com obra em andamento.
Durante o levantamento procuramos a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) para questionar a razão das paralisações, mas não recebeu retorno. Em todo o Mato Grosso, 421 obras estão paradas, segundo um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), de julho deste ano. A pesquisa considera qualquer tipo de empreitada, além das de pavimentação, e aponta um total de 17.648 obras de responsabilidade do estado, cadastradas no Sistema Geo-Obras do TCE.
Todas as estradas citadas compuseram o programa MT-Integrado, do governo de Silval Barbosa, que previa o investimento de 1,5 bilhões. A ideia era ligar todas as cidades do estado por pelo menos uma via asfaltada.
Umas das críticas à iniciativa é que ela conectava os trechos em asfalto, mas não incluía o projeto de pontes. Por isso, houve várias situações em que rodovias foram pavimentadas, mas o trânsito manteve-se dificultado devido à falta da estrutura em concreto. Hoje, o conjunto de pavimentação ainda é alvo de investigação, por denúncia de esquema de corrupção.
Com a troca de gestores, em 2014, as obras foram assumidas pelo programa Pró-Estradas, de Taques. O estado também lançou o programa Pró-Concreto para substituir pontes de madeira por estruturas de concreto. No Araguaia, o único trecho de pavimentação entregue no governo Taques, segundo apurou a reportagem, foi o localizado na via de acesso a Canabrava do Norte.
Autor: AMZ Noticias com Semana 7