Uma chapa de consenso está sendo considerada para eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cuiabá.Na manhã da quarta-feira (19) nenhum dos nomes que pleiteiam o cargo descartou a convergência desses interesses num só grupo.
Antes, porém, cada um faz sua matemática, no intuito de aglomerar maior número de parlamentares.
“Eu já tenho nove que me apoiam (contando com o próprio voto), e aguardo confirmação de outros quatro ou cinco, com quem estamos em conversação”, contabilizou o atual presidente Júlio Pinheiro (PTB), mas admite: “estamos trabalhando também para formarmos essa chapa consensual”.
Paralelamente, o vereador eleito para seu primeiro mandado, João Emanuel (PSD) também trabalha nos bastidores para se viabilizar como o próximo presidente do legislativo cuiabano e também anunciar já ter o apoio de nove vereadores e que já conta com possíveis dissidentes de outros grupos, para somar maioria ao seu grupo.
“Alguns candidatos da base do prefeito ainda não se definiram e estamos conversando para tentar achar um consenso”, disse Emanuel, enfatizando que mesmo com a fusões dos grupos espera ser próximo presidente do legislativo. O social-democrata foi eleito pela oposição ao prefeito Mauro Mendes.
Outros dois nomes correm por fora, na eleição da Mesa da Câmara: Onofre Júnior (PSB), que criticou a chapa situacionista, encabeçada por Júlio Pinheiro. Questionado sobre os motivos que o fazem opositor ao petebista, Júnior enfatizou que Pinheiro cometeu várias falhas em sua gestão de presidente, como “administrativa, financeira e falha no decoro pessoal”. Mas, mesmo assim, o socialista admite uma composição: “descarto nada”, se referindo a uma eventual chapa de consenso.
Relutando contra decisão do próprio partido, Dilemário Alencar (PTB), também de primeiro mandato, usa o discurso da renovação e argumenta divergir nas ideias com o colega de legenda Júlio Pinheiro.
“Sei que o partido está baixando uma resolução, orientando que nós do partido votemos no Júlio Pinheiro, mas eu não fui notificado ainda, e por isso defendo que temos que renovar os cargos da Mesa Diretora, inclusive o de presidente, agora se o partido me notificar, eu sou partidário e não vou peitar ninguém”, disse.
O prefeito eleito Mauro Mendes salientou que, mesmo já tendo sinalizado que apoiará quem tiver maioria, vai se manter neutro, sem declarar apoio a ninguém, pois seu interesse é manter uma base sólida na Câmara, independente de cores partidárias.
“Mesmo quando eu tiver uma leitura clara do cenário, vou continuar dizendo o que eu sempre disse, que vou trabalhar por uma base e essa base vai ter a liberdade para escolher a sua a Mesa”, disse Mendes. A base de apoio de Mendes hoje é composta por 13 vereadores, maioria simples de um total de 25 parlamentares.
Autor: Hipernoticias