Jornal da Notícia
  Terca-Feira, 21 de Abril de 2026

Após ocupar principais cargos do Estado, Júlio Campos anuncia que vai “sair da cena pública”




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“Sou bananeira que já deu cacho. Para mim, acabou! Estou fora!” A frase do ex-governador e atual deputado federal Júlio Campos (DEM), quase em tom de despedida, apenas reforça o anúncio de sua decisão.

Ele deixará a vida pública chegar ao fim o seu atual mandato, na Câmara dos Deputados. “Agora desejo que surjam novos líderes. Homens e mulheres capazes de trabalhar por Mato Grosso como temos feito e, especialmente, fizemos, no passado”, ponderou Júlio, para a reportagem do Hipernotícias.

No dia 2 do mês passado, no enterro da ex-primeira-dama Isabel Coelho Pinto de Campos, sua esposa, em Várzea Grande, ele já havia manifestado o desejo de não mais disputar eleições.

Após “pendurar as chuteiras”, Júlio Campos deve seu tempo entre a atenção aos negócios privados, principalmente no ramo imobiliário, e em Miami (EUA), onde encontrou tratamento adequado em medicamentos de ponta para sua saúde.

“Eu sou corretor de imóveis, com carteirinha [do Creci] e tudo; e anuidade paga rigorosamente em dia”, definiu, ostentando uma ponta de orgulho.

Nas últimas semanas, bem mais magro, Júlio, que participou da posse do prefeito de Cuiabá, entre outros eventos públicos, deu entrevistas e conversou em tom de despedida.

O sucessor natural é seu filho, Júlio Neto, que já ensaiou candidaturas à Assembleia Legislativa, em 2006 e 2010, e Prefeitura de Várzea Grande, no ano passado. Em ambas, Neto declinou às vésperas das convenções.

O deputado democrata também deixa tácito que não aprova como o governo petista trata os parlamentares de oposição, especialmente do DEM e do PSDB. “É totalmente imparcial, em favor de quem é da base [aliada] em discriminação a quem faz oposição”, denunciou Júlio.

E não é apenas no governo Dilma, porque vem desde o primeiro mandato de Lula. Ex-governador (1983-86), senador da República (1991-99), prefeito de Várzea Grande (1973-77), três vezes deputado federal – uma deputado constituinte – e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Campos possui uma das mais vitoriosas carreiras públicas do país.

Ele disputou nove eleições e perdeu apenas duas: o governo de Mato Grosso (1998), para o governador Dante de Oliveira, que então buscava a reeleição; e a Prefeitura de Várzea Grande (2008), para o à época prefeito Murilo Domingos, também no cargo, brigando pela reeleição.

 

Campos tem orgulho em dizer que, no seu governo, realizou o maior volume de obras já vista em Mato Grosso. Ele estima que nem mesmo as obras da Copa do Pantanal de 2014 vão superar o que fez, à época. “Nem se compara. Naquele tempo, os recursos federais eram mais escassos e a receita própria ínfima, comprada com a atual”, contextualizou ele.

Por ser engenheiro, Júlio revela que sempre gostou de obras. Na Prefeitura de Várzea Grande e no Governo do Estado, realizou obras marcantes, principalmente rodovias e pontes.

Porém, só conquistou projeção nacional quando foi primeiro-secretário de Senado, tendo o senador José Sarney na Presidência da Casa. Júlio realizou a maior reforma da história do prédio, na estrutura interna, desde que projetado por Oscar Niemeyer e construído por Juscelino Kubitschek, no final da década de 50.


Autor: Hipernoticias


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