Jornal da Notícia
  Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Pré-candidato, Pedro Taques assume “bom uso” de verba indenizatória e alfineta colegas




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Crítico ácido da verba indenizatória durante a campanha eleitoral, o senador mato-grossense Pedro Taques (PDT) reconhece que se utiliza do benefício para percorrer o Estado. Pré-candidato ao governo de Mato Grosso, o tema incomoda nitidamente o senador brizolista.

“Eu tinha direito de usar R$ 419 mil [em 2012] e foi empregado R$ 236 mil; devolvi quase R$ 200 mil, o significa uma economia de 43%. A verba indenizatória da Câmara de Cuiabá, para cada vereador, por exemplo, é de R$ 30 mil. Isto, sim, precisa ser discutido”, reage Taques, em entrevista ao "Programa Hora Marcada", da TV Cultura (Canal 17), ancorado pelo jornalista Onofre Ribeiro, com participação do jornalista Kleber Lima, do HiperNotícias.

Pedro Taques demonstrou um certo desconforto diante da pergunta de Kleber Lima sobre a necessidade de ‘refazer’ o discurso contrário à verba indenizatória. “Eu não sou milionário! Os outros senadores [de Mato Grosso] são ricos. Têm aeronave. Eu percorro os municípios do Estado com as condições [disponibilizadas pelo Senado] que possuo”, afiança.

Pedro Taques afirma que tem todas as condições para ser candidato a governador e que "não foge do destino".

Os colegas Jayme Campos (DEM) e Blairo Maggi (PR) dispõem de aviões particulares e, em alguns casos, fazem o vai-e-vem Cuiabá–Brasília–Cuiabá em jatos próprios.

“Todos os gastos são tipificados no site do Senado Federal, sendo a informação pública e acessível a qualquer cidadão no link Portal Transparência”, informa.

A cota para o exercício da atividade parlamentar (CEAP) é destinada a todos os senadores e pode ser usada para pagamento de despesas como aluguel de imóvel destinado à instalação de escritório de apoio à atividade parlamentar no Estado pelo qual o parlamentar foi eleito, incluindo gastos com locação, taxa de condomínio, impostos.

LUTA PELO PAIAGUÁS

Mesmo em pré-campanha ao governo de Mato Grosso, Pedro Taques insiste em postergar a decisão formal para 2014. “Sou maior de 35 anos e tenho filiação partidária. Mas ninguém é candidato sozinho. Se o grupo decidir, eu não fujo do meu destino”, assegura Taques. Ele ingressou com 24 anos no Ministério Público Federal.

O senador do PDT afirma que ainda depende do aval dos principais aliados: os prefeitos Mauro Mendes (PSB), de Cuiabá; Percival Muniz (PPS), de Rondonópolis; e Otaviano Pivetta (PDT), de Lucas do Rio Verde.

Para tentar montar eventual palanque para 2014, Pedro Taques precisa recuperar sintonia com seu grupo político

Além deles, pesa também a participação do deputado federal Valtenir Pereira, presidente do PSB, com quem Taques travou rusgas públicas ultimamente. Primeiro, por causa da disputa da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá e, segundo, no confronto pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Em ambas, Valtenir liberou o PSB para se aliar com os candidatos do PSD, de Riva, inimigo político figadal de Taques.

Mesmo ciente de que deverá enfrentar Blairo Maggi ou o deputado estadual José Riva (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, na disputa pelo Palácio Paiaguás, Pedro Taques avisou que não tem preferência. “Quer quer ser governador, não pode escolher adversário”, provoca.

EMENDA PARTICIPATIVA

Pedro Taques aproveita a discussão de suas emendas ao Orçamento Geral da União (OGU) para percorrer os municípios de Mato Grosso. Dos R$ 15 milhões a que tem direito em emendas individuais no OGU, Taques pulverizou 70% em 20 municípios. Em 12, houve audiências públicas com a presença média de 300 pessoas.

“Cada um escolhe onde deseja ver investido os recursos, entre saúde, educação e segurança pública”, ensina Taques. Ele não aceita a insinuação de que aproveita a discussão orçamentária, com as bases populares organizações sociais, como pré-campanha ao governo.

“Eu penso em ajudar os municípios do meu Estado e creio que tenho feito isso. Quando não puder mais, vou embora. E vou montar uma pousada em Chapada dos Guimarães, para comer pão de queijo”, aponta.

Realizaram audiências públicas, segundo a assessoria de Taques, os municípios de Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Colíder, Indiavaí, Jaciara, Luciara, Mirassol D’Oeste, Nova Mutum, Nova Xavantina, Ribeirãozinho e Santa Rita do Trivelatto.


Autor: Hipernoticias


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