Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Prefeito de Barra do Garças se diz vítima de "caçada implacável" de promotor do MPE




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O prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias (MDB), que responde a mais de 100 processos na Justiça de Mato Grosso, acusou o Ministério Público Estadual (MPE) de perseguí-lo durante seus dois mandatos.

Em nota, ele disse ter sido vítima de uma “caçada implacável” do promotor de Justiça Marcos Brant, em denúncias contra ele ao longo dos últimos oito anos. Farias, que tenta eleger seu vice Wellington Marcos (DEM), disse que fez uma "ótima gestão" e que esse seu sucesso "incomoda" os adversários. 

 “Infelizmente, o nosso sucesso incomoda quem esteve na Prefeitura e não conseguiu o êxito que conseguimos. Veja a Barra do passado e veja a de hoje? Agora querem retornar tentando denegrir minha imagem e isso não vou aceitar”, acrescentou.

Entre os mais de 100 processos que Roberto Farias responde, 60 são por improbidade administrativa. Em 2018, o prefeito teve o mandato cassado pela Justiça de Barra do Garças por doação irregular de terreno público a uma empresa privada.

Ele recorreu no exercício do cargo e, no último dia 11 de setembro, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso derrubou a cassação, mas manteve a suspensão dos direitos políticos por 8 anos. Além disso, ele está proibido de contratar ou receber benefícios do Poder Público por 5 anos, além de pagamento de uma multa de cerca de R$ 100 mil. 

Roberto Farias também responde a diversas ações civis públicas provenientes da Operação Caça-Fantasmas, deflagrada em 2015 pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

A operação investigou a existência de "funcionários fantasmas" na prefeitura. No total, são mais de 10 ações referentes a esse caso. Em alguns processos, o prefeito sofreu bloqueio de bens imóveis, veículos e  valores existente em instituições financeiras. 

Em seu currículo, ainda consta várias representações no âmbito do Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre elas, sobre ausência de controle no pagamento de serviços médicos prestados em plantões - e também ausência de controle da frota do município, seja quanto a manutenção ou ainda utilização de combustível.


Autor: AMZ Noticias com Mídia News


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