O Agência da Notícia teve com exclusividade a informação que nesta sexta-feira (05) será um dia histórico para o Araguaia e para a etnia Xavante, já que pela primeira vez, três ministros brasileiros devem vir até a região do Posto da Mata para fazer a entrega oficial da Reserva indígena Marawatséde, antiga Suiá Missú.
De acordo com a fonte do Agência da Notícia que preferiu manter a identidade em sigilo, os ministros da Justiça José Eduardo Cardozo, Ministro da Saúde Alexandre Padilha e o Ministro da Reforma Agrária Pepe Vargas, estarão na manhã desta sexta-feira (05), visitando a reserva indígena Marawatséde ao Cacique Damião, maior líder dos Xavantes.
De acordo com informações, a comitiva vai chegar por volta das 10:00 hs da manhã, a vinda dos ministros estaria sendo arquitetada de forma bastante discreta para não chamar a atenção principalmente da imprensa.
A FUNAI também estará presente no evento, que tem presença marcada de representantes da Prelazia de São Felix do Araguaia – a Igreja Católica, e com a possível presença do Bispo Emérito Dom Pedro Casaldagla um dos principais idealizadores da entrega da reserva aos Xavantes.
De acordo com informações da própria Prelazia de São Felix do Araguaia, que confirmou a informação da vinda dos ministros, alguns temas serão debatidos com a comunidade Indígena. Um funcionário da Prelazia disse ao Agência da Notícia, que serão tratados assuntos ligados a novas demarcações indígenas, saúde indígena e os Direitos dos Índios com o Ministro da Justiça.
O Agência da Notícia está tentando confirmar a informação com os Ministérios e a qualquer momento mais informações.
Reserva Indígena Marawatsede:
A área da Reserva Indígena Marawatsede conhecida como Suiá Missú tem uma extensão de aproximadamente 165 mil hectares. De acordo com a FUNAI, o povo xavante ocupa a área Marãiwatsédé desde a década de 1960. Nesta época, a Agropecuária Suiá-Missú instalou-se na região. Em 1967, índios foram transferidos para a Terra Indígena São Marcos, na região sul de Mato Grosso, e lá permaneceram por cerca de 40 anos, segundo o órgão.
Porém de lá pra cá as terras foram ocupadas por agricultores e produtores rurais, que em dezembro do ano de 2012 começaram a deixar as terras por uma ordem judicial provisória e sem o julgamento do Supremo Tribunal Federal.
Cerca de sete mil pessoas foram retiradas da área da Suiá Missú, sem direito a nada e basicamente com uma lona embaixo do braço.
Autor: Agencia da Noticia