Com 10 processos na Justiça Eleitoral, o prefeito de Tapurah (433 km de Cuiabá), Luiz Umberto Eickhoff (PDT), é o recordista em ações que podem levar à cassação de mandato em Mato Grosso. Além dele, pelo menos outros 15 prefeitos também acumulam ações e correm o risco de de cassação e de ficar inelegíveis. Os municípios que podem ter os gestores cassados são: Lucas do Rio Verde, Juara, Aripuanã, Querência, Canarana, Nova Mutum, Arenápolis, Brasnorte,Santa Terezinha, Nova Horizonte, Itanhangá, Sorriso, Nova Ubiratã, Vila Bela da Santíssima Trindade e Poxoréu.
Os prefeitos respondem a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) e Representação, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Caso as denúncias sejam julgadas procedentes, todos os processados podem ser cassados. Os eleitos em 2012, pelo menos nos 14 municípios, teriam cometido crime eleitoral. Entre eles: sorteio de brindes, distribuição de sorvetes, divulgação de pesquisa eleitoral sem registro e uso dos meios de comunicação de forma indevida.
Em Querência (945 km de Cuiabá), o prefeito Gilmar Reinoldo Wentz (PMDB) enfrenta três processos por captação ilícita de votos. Em um deles, o gestor teria feito pesquisa eleitoral e distribuído o resultado de forma gratuita em um jornal. Já em Canarana (823 km), Evaldo Osvaldo Diehl (PSD) foi eleito e já responde por duas ações, ambas por captação ilícita de sufrágio.
Na cidade de Novo Horizonte (682 km de Cuiabá), João Antônio de Oliveira (PSD) tem uma Aije, interposta pelo Ministério Público Eleitoral. Julgada improcedente em primeira instância, o processo se encontra em recurso no Tribunal Regional Eleitoral. Ele teria praticado abuso de poder político.
Distante de Cuiabá, em Santa Terezinha (1.312 km da Capital), o prefeito Cristiano Gomes e Cunha (PT) é processado da Justiça Eleitoral por suposto abuso de poder econômico. Em Poxoréu, a prefeita Jane Maria Sanchez Lopes (PSD) conta com uma ação de investigação judicial eleitoral.
Autor: RDNews