A gestão da saúde pública está mais complicada para os prefeitos municipais após o anúncio de corte de repasses feito recentemente pelo governo do Estado. Em Várzea Grande, o prefeito Walace Guimarães, estima que a fatia destinada à cidade ficará pelos menos R$ 400 mil menor, ao mês. Neste novo contexto local {o de corte}, Guimarães frisa que é preciso buscar estratégias porque com redução ou sem redução, o atendimento, especialmente, do Pronto Socorro e Hospital Municipal (PSHM/VG) está e continuará sendo ampliado.
O prefeito lembrou que a fórmula encontrada pelo Município para não sofrer com os cortes é mostrar a realidade do Pronto Socorro, trabalho esse iniciado na última sexta-feira, dia 3, quando o Executivo Municipal recebeu a visita do secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Mauri Rodrigues de Lima.
“Essa unidade de saúde presta atendimento macro. Hoje fazemos cirurgias ortopédicas, neurológicas, vasculares, pediátricas e geral, fora as intervenções eletivas de traumas, aquelas realizadas mediante agendamento. Além de atender esses casos de urgências, acabamos de inaugurar a primeira maternidade pública da cidade. São 25 leitos e uma capacidade para mais de 300 partos por mês. Como se vê, a unidade não é apenas de Várzea Grande e sim do Estado e é esse reconhecimento que estamos buscando”.
O reconhecimento é a obtenção de um tratamento diferenciado, equivalente aos prestados aos hospitais regionais. “Quase não encaminhamos pacientes da cidade para o hospital metropolitano. No mês passado, por exemplo, encaminhamos apenas nove”. Como frisa, é preciso repensar a estrutura de atendimento por parte do governo do Estado e por entender isso “é que vamos mostrar a importância desta unidade”.
O prefeito está agendando uma visita do secretário Mauri e sua equipe ao PSHM/VG, para que possam ter o real conhecimento do espaço, do atendimento e dos serviços prestados à sociedade da Baixada Cuiabana. Concomitantemente, um relatório sobre a unidade está sendo providenciado para ser entregue ao secretário de Estado.
Além dos 25 novos leitos da maternidade, existem no PSHM/VG, 196 leitos, UTI´s adulto, infantil e neo-natal. “Funcionamos 24h por dia de segunda à segunda”.
INVESTIMENTOS – Mesmo num cenário de corte orçamentário e com deficiências herdadas na receita do Município, o prefeito Walace Guimarães frisa que os percentuais constitucionais de investimentos nas áreas de educação (25%) e saúde (15%), que totalizam 40% do orçamento, não atendem à necessidade. “É muito pouco para as duas áreas. Vamos investir o que for necessário”, garante.
UPAS – Ainda em relação à saúde, Walace reforça que o resgate das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) será decisivo para organizar o atendimento de saúde na cidade. “Com a UPA tipo 1, por exemplo, conseguiremos canalizar o atendimento do PS para a alta complexidade, como dever ser”.
Conforme o prefeito, a unidade, que funcionará como uma policlínica avançada e 24h, terá capacidade para atender até 1 mil pacientes por dia. A obra em pela construção no bairro do Ipase está orçada em R$ 3,57 milhões, sendo que o governo federal destinou R$ 2,60 milhões e pouco mais de R$ 979 mil serão de contrapartida do Município.
Walace completa ainda dizendo que tentou resgatar mais outras duas UPAs para a cidade, mas junto ao governo federal só obteve sucesso em uma. Essa unidade, a do tipo 2, será edificada no Cristo Rei e uma outra, que a prefeitura está buscando, para atender à região do bairro 24 de Dezembro. “Eram projetos disponibilizados à cidade há mais de dois anos e que estavam em vias de serem perdidos”.
A UPA do bairro Ipase tem previsão de ser inaugurada até o final do ano, mas o prefeito quer abrir as portas entre setembro e outubro. As obras foram lançadas em janeiro, em um dos primeiros atos de Walace ao assumir a prefeitura.
Autor: Marianna Peres - Jornal da Noticia