Quinta-Feira, 02 de Dezembro de 2021

Para Várzea Grande, Operário é mais do que "A Alma Alegre de Um Povo"




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Impossível abordar a história de Várzea Grande sem apontar o Clube Operário como instrumento de alegria e unidade popular. Num passado recente, a presença do Chicote da Fronteira era tão forte no cotidiano que, em diversas ocasiões, provocou ‘cessar fogo’ em enfrentamentos das famílias Campos e Baracat, cuja rivalidade era ímpar nas pendengas municipais, para torcer pelo Operário, em disputas contra clubes de Cuiabá, especialmente Mixto e, numa escala menor, Dom Bosco e Clube Atlético Mato-Grossense.

Não é à toa que o Operário foi batizado pelo advogado e poeta Silva Freire como a “Alma Alegre de Um Povo”. Sempre capaz de levar alegria à população varzeagrandense, o “Chicote da Fronteira” marcou época pelas relevantes conquistas diante dos grandes da Capital.

Fundado pelo comerciante Rubens dos Santos, de origem árabe, com apoio do Bispo Dom Campello de Aragão, em 1º de maio de 1949, o tricolor varzeagrandense historicamente foi um ponto de união do povo de Várzea Grande, especialmente os jovens.

O vermelho, branco e verde da camisa do tricolor mais querido de Mato Grosso são as mesmas da bandeira de Várzea Grande. Todavia, as cores são uma homenagem ao Fluminense, do Rio de Janeiro, por iniciativa de Dom Campello de Aragão, tricolor de coração.

Segundo maior papa títulos do Estado, Operário de Várzea Grande possui uma recheada sala de troféus. São 14 campeonados estaduais, sete vices – o último foi em 2010, seis Taças Cuiabá, quatro campeonatos cuiabanos, 13 municipais varzeagrandenses, dois Torneio Início, duas Taças Cidade Verde e diversos outros torneios de menor importância.

A primeira grande conquista foi em 1964, sob a batuta de Rubens do Santos e Sarita Baracat.

Hoje na Segunda Divisão do Estado, o Operário busca mecanismos para retornar ao lugar de onde jamais deveria ter saído: a elite do futebol de Mato Grosso. O Clube Esportivo Operário Varzeagrandense (CEOV), em situação pré-falimentar, foi abandonado, dando vir  ser o atual Operário Esporte Clube, clube-empresa.

Operarianos ilustres, como Gonçalo Pedroso Branco de Barros, Carlinhos Batico, Honório Magalhães, Dudu Campos, Maninho de Barros, Gilmarzinho, Jorginho Mussa e Jânio Calistro, entre tantos outros, tentam unir forças para novamente fazer um Operário digno de sua história e da paixão que desperta em todos de Várzea Grande e demais cidades de Mato Grosso.

Existe a esperança de que, com estádio próprio - na Barra do Pari (Guarita), onde está sendo construído o Centro de Treinamento (COT) da Copa do Pantanal, o Operário volte à grandeza do passado. 


Autor: Olhar Direto


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