S�bado, 18 de Abril de 2026

Após acordo, chega ao final a greve dos motoristas de ônibus na grande Cuiabá




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Os trabalhadores do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande decidiram encerrar a greve nesta quarta-feira, 29. O acordo entre os trabalhadores e as empresas aconteceu durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região – TRT. A greve teve início na última segunda-feira, 27, e em três dias de paralisação, prejudicou diariamente  cerca de 330 mil usuários. Com a decisão, os motoristas retornam ao trabalho e a circulação da frota será normalizada ainda hoje. 

O sindicado dos trabalhadores aceitou a proposta de aumento de 11,4% para motoristas, cobradores e fiscais e 10% para os demais empregados do setor de transportes. Com o reajuste, o piso salarial dos motoristas que era de R$ 1,5 mil subiu para R$ 1.680,00. Já os cobradores passarão a ganhar R$ 1.037,00 e os fiscais, R$ 1.080,00.

Motoristas que dirigem ônibus que não contam com a presença de cobradores receberão bonificação no valor de R$ 220, divididas em duas parcelas iguais, sendo a primeira já integralizada à remuneração e a segunda vigente a partir de 1 de setembro deste ano. Com o pagamento das gratificações, o salário resultará em R$ 1,9 mil. Por outro lado, os trabalhadores abriram mão de tentar um acordo na reivindicação do plano de saúde.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo – Stettcr, Ledevino da Conceição, elogiou a categoria pelo movimento e afirmou estar satisfeito com o acordo. “Conseguimos, no dia de hoje, um avanço muito grande nas negociações e chegamos próximo ao desejado pela categoria”, disse, acrescentando que a remuneração total acordada com as empresas é o maior patamar da categoria no país.

No primeiro dia de greve os motoristas descumpriram a determinação do TRT, para que 50% dos ônibus fossem mantidos em circulação. Os usuários tiveram que ter muita paciência e esperar os ônibus saírem das garagens ou tentarem utilizar os micro-ônibus, únicos veículos que estavam circulando normalmente na Capital.

A população ainda teve que enfrentar a supervalorização de preço de outras formas de transportes disponíveis, como o mototáxi. No dia ainda houve confusão e três ônibus foram depredados quando trafegavam em Cuiabá e Várzea Grande. O sindicato da categoria, porém, negou envolvimento com o fato e afirmou que o ato de vandalismo teria sido cometido por terceiros. 

A categoria reivindicava reajuste salarial de 33% na carteira, plano de saúde, melhores condições de trabalho e vale-refeição. Os motoristas reclamavam ainda de acúmulo de tarefas e da falta de cobradores nos ônibus. Outra cobrança da categoria era um reajuste de 20% para os cobradores e 15% para fiscais.


Autor: Jornal da Noticia com 24 Horas News


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