Especialistas do Tocantins começaram a fazer uma vistoria em cerca de 80 toneladas de fósseis contrabandeados do estado e vendidos para cientistas alemães.
O material teria sido retirado ilegalmente do local onde hoje é o Monumento Nacional das Árvores Fossilizadas. O contrabando ocorreu durante mais de uma década, entre 1997 e 2008. Segundo os especialistas, o monumento abriga vestígios da Era Paleozóica que podem ter 250 a 295 milhões de anos. O trabalho de vistoria é realizado por paleontólogos e biólogos de instituições do Tocantins e segue até 27 de novembro.
O Tocantins possui muitas belezas naturais, como serras, cachoeiras e rios que são atrativos do estado. Uma dessas belezas é a floresta que hoje é considerada o maior monumento natural fossilizado do mundo através de pesquisas realizadas pela Universidade de Brasília (UNB): o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas.
Localizado no município de Filadélfia, a 330 km da capital, o acervo natural ocupa uma área de 32 mil hectares do cerrado tocantinense. O monumento é uma unidade de conservação ambiental do estado que foi criada pela lei 1.179 de outubro de 2000. De acordo com pesquisas realizadas no local, os fósseis têm mais de 250 milhões de anos, sendo assim, são anteriores aos dinossauros. Entre os principais fósseis encontrados no monumento destacam-se as samambaias arborescentes.
Autor: Redação AMZ Noticias