Conhecido como "vovô do crime", um idoso de 62 anos, está sendo investigado por pelo menos 79 furtos. Apesar do alarmante número de registros policiais, o criminoso só foi preso na manhã desta quarta-feira (24) por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf).
Ele foi preso após pelo menos 50 vítimas de furtos registrarem relatos da violência, geralmente ocorrida em ônibus do transporte público de Várzea Grande. O suspeito é considerado um batedor de carteira profissional e há alguns meses vinha sendo investigado pela Derf, que pediu a prisão preventiva, deferida pelo juízo da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande.
Além destes 50, já existes outros 29 registros criminais, sendo um por roubo, outro por tráfico de drogas e 27 por furto. Entre janeiro e outubro deste ano, a Derf estima que o "vovô do crime" tenha praticado cerca de 50 furtos, agindo com destreza, no interior de ônibus do transporte público.
Conforme a Derf, ele agia no terminal André Maggi e também dentro dos ônibus que fazem as linhas Marfrig-Alameda/Terminal x Terminal/São Benedito, Terminal/Asa Bela. Os investigadores da Derf apuraram que o homem se aproveitava de sua aparência idosa para não levantar suspeitas, andando sempre bem vestido, às vezes com roupa social e óculos de grau.
Ele carregava, na maioria das vezes, uma pasta arquivo, que usava como parte da habilidade para praticar os furtos. O suspeito escolhia as vítimas, geralmente mulheres com bolsas, as aguardava subir no ônibus e entrava logo em seguida, colocando a pasta na frente para cobrir a bolsa da vítima e, sem que ninguém visse, colocava a mão debaixo da pasta e puxava de dentro da bolsa da vítima pertences pessoais, geralmente, celulares e carteiras.
O criminoso escolhia como alvo os ônibus lotados, para que vítimas não percebessem o momento do roubo. Geralmente, as vítimas somente percebiam que havia sido furtada quando chegavam em casa.
Na delegacia, ele confessou diversos furtos e alegou ter jogado as carteiras das vítimas em um matagal, se recusando a informar o local exato onde deixou os pertences. De acordo com a delegada Elaine Fernandes, mesmo com uma extensa ficha criminal, o suspeito continuava solto, praticando os furtos com toda liberdade garantida.
“Observa-se que essa convicção da impunidade faz os criminosos terem a certeza de que, de certa forma, o crime compensa. É de causar indignação que uma pessoa nessa idade, que deveria estar dando bons exemplos, estar furtando trabalhadores que voltam cansados de um dia exaustivo de trabalho e, além de terem que utilizar um transporte público lotado, ainda acabam sendo vítimas de um criminoso contumaz”, destacou a delegada.
Entre as vítimas do idoso estão diaristas e funcionários da Marfrig, no bairro Alameda, que relataram ainda estar pagando pelos aparelhos celulares que foram furtados, além do transtorno em ter que providenciar a segunda via dos documentos pessoais.
Autor: Redação AMZ Noticias