Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Polícia diz que houve "incompetência e não sabotagem" em apostilas do Concluir




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As investigações da Polícia Judiciária Civil apontaram que não houve sabotagem no conteúdo das apostilas do curso do programa “Qualifica Mato Grosso”, por meio de convênio com o Governo do Estado de Mato Grosso.

A apuração conduzida pela Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) com respaldo da perícia realizada no material impresso e em mídia detectaram que houve falha humana na inserção do conteúdo, copiado literalmente de site inidôneo.

De acordo com o delegado Anderson Veiga, coordenador de Inteligência Tecnológica da Diretoria de Inteligência, o conteúdo foi copiado inadvertidamente. “No curso das investigações, com depoimentos de pessoas e provas  técnicas colhidas encontramos um arquivo com conteúdo impróprio, não alterado datado de dezembro do ano passado.

Enquanto esse material foi levado à gráfica em janeiro deste ano. Então está completamente afastado a hipótese de sabotagem. Realmente está confirmada a negligência”, destacou o delegado.

As apostilas do curso de Hotelaria e Turismo, promovido pelo Instituto Concluir, por meio de convênio com Estado, continham trechos de textos ofensivos, que denigrem a história de cidades mato-grossenses, inseridos inadequadamente sem o devido cuidado com o que estava sendo copiado de fontes abertas, principalmente da internet, e inserido ao material sem citar fontes e o autor.

 “Isso caracteriza violação de direito autoral, sem citação de nenhuma fonte e sem permissão de quem de direito. Essas pessoas serão responsabilizadas por crime de violação de direito de autor”, disse o delegado Anderson Veiga.

Pelo crime de violação de direito autoral na modalidade produzir foi responsabilizada a Cristiane Aparecida Mendes da Silva Hondo. A mulher, que possuiu o ensino médio, foi contratada Instituto para montar o conteúdo intelectual e revisar o conteúdo até o envio à gráfica. Para o serviço ela recebeu R$ 6 mil.

O presidente Edvaldo Paiva e diretor pedagógico Aroldo Portela também serão indiciados por violação de direito autoral, na modalidade distribuir.

Em relação à falta de cuidado da funcionária, o delegado disse que não pode classificar como delito, pois não houve a intenção em produzir material difamatório.

A Polícia Civil ainda analisa o conteúdo de 17 apostilas que também tiveram o conteúdo copiado literalmente. “Após será concluída a investigação e o inquérito remetido ao Poder Judiciário para as providências”, finalizou o delegado.

Participaram também da entrevista o diretor de Inteligência, Marcelo Felisbino, e o delegado Juliano Carvalho, coordenador de Inteligência.


Autor: Jornal da Noticia com Assessoria


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