S�bado, 18 de Abril de 2026

Polícia conclui inquérito e descarta que morador de rua estuprou adolescente em praça de Cuiabá




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O delegado da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente de Cuiabá (Deddica), Clayton Queiroz Moura, concluiu o inquérito sobre um suposto estupro a uma adolescente de 14 anos, que teria ocorrido em 8 de fevereiro deste ano, na Praça Rachid Jaudy, no Centro da capital.

Segundo Clayton Queiroz, foram ouvidas testemunhas, analisadas imagens de câmeras de segurança e depoimento da própria adolescente, e resultado é de que ela não estaria no local onde relatou ter sido violentada.

A delegacia informou que os investigadores refizeram o percurso por onde a adolescente disse ter passado e analisou imagens das câmeras de segurança da região, mas em nenhum dos lugares informados ela foi localizada no dia e horário relatado. Investigação da Polícia Civil descarta ocorrência de estupro de uma adolescente de 14 anos na Praça Rachid Jaudy, denunciada no dia 8 de fevereiro.

A apuração minuciosa com utilização de imagens de câmeras de segurança, depoimentos, entre outras ferramentas, não mostram a adolescente em nenhuma das avenidas que percorreu até a praça onde teria sido abusada sexualmente à luz do dia, por dois homens.

Ela aparece somente às 15h30, horário do suposto crime, entrando em um coletivo diante do Mercado Municipal, para a região do Coxipó. Com o fim da investigação a adolescente agora passa de vítima a investigada, em procedimento de crime análogo à denunciação caluniosa, junto a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA). 

Inquérito foi concluído esta semana pelo delegado Clayton Queiroz Moura, titular da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Deddica), que assumiu a investigação ao receber o depoimento da adolescente prestado na data em que teria ocorrido o suposto crime. As primeiras declarações foram feitas no Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, depois que ela pediu socorro a populares no bairro Tijucal, cerca de 5h após ao suposto ataque na praça. Na ocasião, a mãe da vítima foi ao seu encontro e acionou a Polícia Militar.

Além da ausência da imagem da adolescente em todas as vias que ela assegurou ter percorrido, após sair de um curso de informática, as inconsistências nos depoimentos indicam que se realmente ocorreu um estupro, não foi na praça localizada em um dos pontos mais movimentados do centro comercial da Capital. Moura assegura que não foram medidos esforços para buscar a autoria e, principalmente, impedir que o suposto estuprador fizesse novas vítimas.

Mas com o avanço da investigação, que incluiu a análise cuidadosa do prédio onde a vítima teria sido atacada e abusada pelos dois homens, a versão passou a ser desmontada. Ao ser confrontada com as divergências, incluindo entrevistas à imprensa, a adolescente imediatamente mudava a narrativa, apresentando um percurso alternativo, agora de ônibus e não a pé.

A investigação mostra um lapso temporal entre às 15h30, quando ela entra em um coletivo rumo à avenida Beira Rio e somente às 18h30 ela embarca em outro coletivo, já na avenida Fernando Corrêa da Costa, seguindo para o Tijucal.

O fato é que ela manteve relação sexual na data. Mas, se ocorreu o estupro, ela esta omitindo circunstâncias e local, ou por medo ou para proteger o acusado. Mas em relação à denúncia da Praça Rachid Jaudy o fato é que não ocorreu o crime no local e na data afirmada por ela.


Autor: AMZ Noticias com G1 e GazetaDigital


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