Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

Novo comandante da PM de Mato Grosso diz que bons policiais não têm nada a esconder de câmeras




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O novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Correa Mendes, não se opôs à instalação de câmeras nas fardas dos agentes e afirmou que o recurso tem o potencial de ajudar na produção de provas nos processos.

Em entrevista ao programa Tribuna, na manhã de quinta-feira (14), o novo chefe da Polícia Militar afirmou que os "policiais não têm nada a esconder". E assegurou ainda que as "ações mais enérgicas" dos agentes vão continuar sendo realizadas quando necessário.

"Não vi até agora o estudo que foi realizado pelas forças de segurança, pela Polícia Militar, sobre a aquisição dessas câmeras. Mas, volto a dizer, o policial militar não tem nada a esconder. A gente trabalha de maneira para dar a ordem pública. Quando necessária uma ação mais enérgica, nós fazemos", apontou.

Alexandre Correa chegou a comentar inclusive o uso desse tipo de recurso pela Polícia Militar de Santa Catarina, que investiu R$ 3 milhões na aquisição dos equipamentos no ano de 2019. Sem dar detalhes sobre o uso do equipamento no outro estado, o comandante-geral afirmou que em algumas atividades não teria como utilizar as câmeras, mas não especificou quais seriam essas ações.

Outro ponto abordado pelo coronel diz respeito ao custo do implemento para as forças de segurança. Na perspectiva do comandante, talvez o equipamento não chegue a todos os agentes. "Não sei também se vai ter condições de comprar câmeras para todo o efetivo do estado de Mato Grosso. Mas policial nenhum fica inibido porque todos eles trabalham dentro dos princípios legais", afirmou.

Uso de câmeras por policiais - A discussão em torno do uso de câmeras por agentes das forças armadas divide opiniões. De um lado, há quem alerte para a necessidade do recurso diante de casos de excessos por parte dos agentes.

Na contramão da proposta, há também quem condene a medida, apontando que a iniciativa poderia deixar os agentes "acuados" quanto à reposta direta em determinadas ações por conta de eventuais punições por excessos. No Brasil, as policiais de Rondônia, Santa Catarina e São Paulo utilizam o equipamento, sendo que no caso dos dois últimos estados têm estudos que sinalizam uma experiência positiva com o uso do novo recurso.


Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital


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