Jornal da Notícia
  Quarta-Feira, 03 de Junho de 2026

Em Barra do Garças servidores protestam “Saúde na rua, prefeito a culpa é sua”




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Servidores da Saúde realizaram na manhã da sexta-feira, dia 05/07, uma passeata pelas ruas centrais da cidade gritando palavras de ordem, erguendo cartazes, faixas para exigir da Prefeitura de Barra do Garças recomposição salarial, revisão do PCCS, insalubridade, adicional noturno integral (só recebem 10% dos 25% a que teem direito).

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sintesbre), Luzilerne de Fátima Sousa, “o nosso grito se resume em exigir melhores condições de trabalho e queremos que o prefeito Roberto Farias cumpra suas promessas feitas em campanha em relação a nossa categoria no município”.

Luzilerne disse que o setor de Saúde ajudou eleger Roberto Farias e lembra com detalhes o dia em que o candidato Beto bateu à porta do Sindicato “acompanhado dos vereadores Miguelão [PSD] e do professor Kiko [PT] que na ocasião assinaram um documento, que hoje repudiam por si tratar de uma promessa de campanha”.

Na manifestação cerca de 200 pessoas gritavam o refrão muitíssimo aplaudido por pulares: “Saúde na rua, prefeito a culpa é sua”, numa alusão à resistência da administração em sentar-se com a categoria para solucionar os destinos do movimento que já afeta a vida da população barra-garcense. “Muitos pacientes estão recorrendo à Aragarças”, disse um manifestante .

PIQUETES

Apesar do tom pacífico dos manifestantes, eles são acompanhados, desde a deflagração da greve em 2 de julho, por viaturas da Polícia Militar.

No dia 04/05,  pela manhã foi feito um piquete em frente ao Pronto-Socorro Municipal, sem impedir entrada de carros e ambulâncias para atendimento de emergência naquele hospital.

Um pouco mais de 30%, Luzilerne “estão trabalhando, obedecendo ao que determina a Lei. Na realidade não queríamos a greve, tudo isso está acontecendo por intransigência dos gestores responsáveis por este setor essencial à população”, disse ela na entrevista de ontem a este portal.

O movimento envolve de forma direta ou indireta em torno de 800 funcionários, segundo dado do Sintesbre. Postos de saúde estão fornecendo informações a pacientes e, alguns deles, assim como a Farmácia Básica (na Rua Waldir Rabelo), medicamentos mediante receita médica.

Luzilerne Sousa disse que “nem todos aderiram à greve por temerem retaliações, enquanto a Prefeitura permanece irredutível ao nosso movimento”.

Enquanto não sentam à mesa para negociações, o Sintesbre através de seu porta-voz diz que a greve é por tempo indeterminado. “Na realidade a gente espera um consenso para voltarmos ao trabalho”, diz Luzilerne.

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Barra do Garças e Região (Sintesbre) divulgou nota para explicar à população as rações da paralização da categoria “por tempo indeterminado”, conforme frisou a presidente do Sindicato, Luzilerne Sousa na manhã da sexta feira, dia 05, no piquete em frente ao Pronto-Socorro Municipal.

O panfleto os sindicalistas que lutam por melhores salários e condições dignas de trabalho explicam que a negociação coletiva de natureza econômica fracassou em seu primeiro momento e a opção que sobrou aos servidores foi a de cruzar os braços, à exceção de 30% da categoria que ao que determina a Lei, devem permanecer trabalhando.

Entre as reivindicações citadas no panfleto constam condições de trabalho para melhor atender a população, salário justo, cumprimento do PCCS, direito de evoluir, honrar o termo de compromisso assinado no período eleitoral e, por último, fim do assédio moral.

Assédio moral, conforme citado pelo Sintesbre, é caso de polícia e a autoridade deve ser comunicada para eventual punição de quem pratica crime desta natureza. Seja quem for.


Autor: Jornal da Noticia com Semana 07


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