Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Em Vila Rica carcaças de restos animais são jogadas no perímetro urbano




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Mato Grosso está na lista dos cincos estados investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) por abate clandestino de gado. De acordo com a assessoria do órgão, as investigações objetivam apurar o andamento dos serviços federais de fiscalização e identificar possíveis danos à saúde pública, ao consumidor e ao meio ambiente.

Mesmo sabendo que abater animais em abatedouro e matadouros clandestinos é crime, algumas pessoas em Vila Rica ainda usam esta prática. Na manhã do sábado, 13 de julho a reportagem da Rádio Comunitária Eldorado FM foi procurada por moradores do setor oeste que reclamaram do mau cheiro de restos mortais de animais que foram depositados próximos a residências.

A nossa reportagem se deslocou até o local onde foram constatados os fatos, segundo os moradores esta não é a primeira vez que isso acontece.

Conheça como  é feito o abate clandestino:

Nos abates clandestinos o animal é morto a marretadas ou a tiros, seu sangue escorre pela terra e depois caem em rios ou córregos, locais onde geralmente são realizados os abates, para facilitar a captação de água.

Sangue e restos de animais acabam sendo despejados nas águas, envolvendo ainda a questão ambiental. Pedaços de carne costumam cair sobre a terra, onde moscas pousam sobre fezes de outros animais.

Mas as conseqüências do abate clandestino não se resumem a isso. As diferenças entre a forma irregular e a forma correta de se abater um animal podem não ser percebidas no bife que se compra no açougue. Na maioria das vezes, elas só se manifestarão com os efeitos indesejados após o churrasco.

Nos abates clandestinos não há um profissional habilitado para saber se o animal a ser abatido é saudável. A inspeção do veterinário é fundamental para detectar se o animal abatido sofria de alguma doença ou tinha algum processo de infecção.

As mais comuns e que podem ser transmitidas ao homem são cisticercose, tuberculose, toxoplasmose e brucelose. A falta de higiene nos locais do abate e na manipulação da carne também contribui para a contaminação humana.

O risco de transmissão de zoonoses é bastante sério, o que tem obrigado as autoridades a se preocupar com as condições dos matadouros municipais para coibir o abate clandestino.

Além dos problemas à saúde pública, o abate clandestino pode afetar também o meio-ambiente, na medida em que pode acarretar poluição ambiental com o depósito irregular da mercadoria ou com dispensa de dejetos em mananciais.


Autor: RadCom Eldorado FM


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