Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026

Prefeito de Barra do Garças descumpre promessas e cresce crise com grevistas




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Desacordos políticos, greve, falta de humanidade, descumprimento judicial e até casos de perseguição, acirram a disputa entre os profissionais da saúde de Barra do Garças e o prefeito Beto Farias.

Esta aumentando cada vez mais a crise entre os profissionais da saúde de Barra do Garças e o prefeito Beto Farias (PSD), os servidores se encontram em estado de greve desde o dia 2 de julho, e tentam receber aditivos que, teoricamente, já seriam garantidos por lei como 25% de adicional noturno e insalubridade.

Mas a tensão aumentou e chegou ao momento extremo no ultimo dia (31/07), quando Beto Farias decidiu, cortar o ponto dos profissionais da saúde que se encontram em greve, desconsiderando uma liminar concedida no dia 29 de julho pelo desembargador  Dirceu dos Santos, que suspende o corte dos dias não trabalhados pelos servidores municipais da saúde de Barra do Garças.

O Sindicato diz que a ação de Beto Farias é truculenta e contraria uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, que garante a legalidade da greve.

 “A própria Lei da Greve prevê que, uma vez reconhecida a ilicitude da mobilização, o empregador está autorizado a cortar o ponto, o que não é o nosso caso,” disse a Diretora do sindicato Maria Jaira.

“O Corte de Ponto é uma violência aos princípios estruturantes do Estado Democrático de Direito, e isso, prejudicar a vida de uma centena de pessoas. É uma indignidade e um egoísmo muito grande”, concluiu a diretora.

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Barra do Garças, repudiou em nota a “ação arbitrária e perseguidora do gestor municipal”, que numa decisão ilegal ordenou o corte de pontos de todos os servidores da Secretaria de Saúde que participam do movimento paredista, deixando pais e mães de família sem o pagamento total de seus proventos.

Segundo a nota alguns profissionais já se encontram completamente endividados com empréstimos bancários e outros descontos efetuados mensalmente como o do Barra Prev que de 11% descontado de todos, sem critérios de valores recebidos como poderia ser conforme o INSS, que são valores conforme o que a pessoa recebe.

A nota diz ainda que vários servidores ficaram sem ter como comprar a própria comida dos filhos, mesmo com a sentença judicial já decretada para que não fosse cortado.

O sindicato classifica como insensata a eventual alegação da gestão municipal “de não ter sido notificado pela justiça a tempo”, dizendo que este argumento não poderá ser usado como desculpa para o não conhecimento da decisão, uma vez que o próprio sindicato encaminhou cópia original da citada decisão para o Prefeito, Secretario de Administração, Secretaria de Saúde, Setor de Recursos Humanos.

Segundo a nota já foi protocolado no Judiciário em Cuiabá pedido de ressarcimento dos descontos feitos e só aguardamos a decisão do Desembargador.

De acordo com informações aconteceram casos absurdos como o de um servidor que recebeu apenas R$ 29,76, fato que pode ser comprovado através de holerites.

A situação de alguns é dramática, pois os mesmos ficaram sem dinheiro para comprar comida, de acordo com a direção do SINTESBRE, cestas básicas recebidas de doadores, estão sendo distribuídas para estes servidores através de critérios analisados nos holerites dos mais necessitados.

O sindicato lamenta pela intransigência e pela falta de humanidade do gestor municipal que foi eleito pela maioria dos servidores, mas que após a eleição desconsiderou o termo de compromisso assinado afirmando que promessa de campanha não tem valor jurídico.

“Pode até não ter valor jurídico, mas deveria ter valor moral”, questionam os sindicalistas.

Segundo informações obtidas pelo Jornal da Noticia, profissionais da educação também estão se mobilizando para também entrarem em greve devido a novos desacordos.


Autor: Jornal da Noticia com Assessoria


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