Quarta-Feira, 15 de Abril de 2026

Fávaro celebra recorde de exportações do agronegócio nos 04 primeiros meses de 2023




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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), comemorou os resultados divulgados esta semana e que mostram que de janeiro a abril, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram recorde de U$50,6 bilhões, o que mostra um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período de 2022, quando as vendas foram de US$48,53 bilhões.

Fávaro disse que isso o motiva a trabalhar mais intensamente pela classe produtora do Brasil, "Essa é a nossa missão, lutar cada dia mais por melhorias nas relações comerciais com outros paises e assim fazer com que o trabalho do nosso produtor seja valorizado". 

Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, além do aumento da quantidade exportada, que foi de 2,3%, a expansão também se deve ao índice de preço dos produtos, que subiu 1,9%.

O economista e pesquisador da Unicamp Felipe Queiroz explica que o aumento da exportação se deve também ao aumento da produção, provocado por condições climáticas propícias no período. “Tivemos chuvas abundantes nesse início de ano, que favoreceu parte do agronegócio, as chuvas especialmente na região Centro-Oeste, Sul e Sudeste, isso favoreceu muito a produção agrícola”, elucidou.

Assim, o agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil em 2023, com participação de 49%. No ano anterior, a participação do agronegócio na exportação do país foi de 47,7%. O total de exportações brasileiras registrou um crescimento de 1,6%, puxado pelo agronegócio, uma vez que os outros setores tiveram queda de 0,8% no período. 

“Então, neste ano, nós temos já projeção de safra recorde pelo IBGE, os dados já indicam isso, tivemos um aumento tanto na quantidade, e o resultado veio aí, principalmente no saldo da balança comercial do setor”, contextualizou o economista Felipe Queiroz.

As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carne de frango e suína, milho, celulose e etanol foram recordes no quadrimestre. A soja em grãos registrou exportações de 14,34 milhões de toneladas em abril, um aumento de 25%. O preço médio de exportação, contudo, caiu 8,3% em relação a abril do ano passado.

A queda no valor acontece pela perspectiva de oferta da oleaginosa nesta safra, que apresenta o maior nível de produção mundial da história, com boas perspectivas para Estados Unidos, China, Índia e recorde histórico no Brasil. A China é a principal importadora do Brasil, adquirindo 70% do volume exportado da oleaginosa.

Já as carnes bovina, suína e de frango devem ter ganhos importantes ao longo do ano. Apesar da redução mensal das exportações de carne bovina em abril, as exportações de carne de frango subiram 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado, tendo somado neste mês de abril U$826 milhões. A carne suína teve um aumento de 16,4% na quantidade exportada e de 12,1% no preço médio da exportação, somando embarques de U$249,40 milhões.

As carnes  de frango e suína produzidas no Brasil se beneficiam de limitações de oferta na Ásia por problemas sanitários locais, principalmente a Peste Suína Africana e a Influenza Aviária.


Autor: Evandrto Carlos com Brasil61


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