Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Justiça anula condenação de João Arcanjo e pede devolução de mais de R$1 bilhão em bens e imóveis




COMPARTILHE

O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, conhecido como Comendador Arcanjo, deverá ter restituídos pela União os bens que foram apreendidos durante a prisão dele em 2003 . Dentre os bens, que à época foram avaliados em R$ 1 bilhão, estão cinco aviões e mais de 1.000 (mil) imóveis. A decisão é do Tribunal Regional Federal, que também anulou a condenação dele de 11 anos e 4 meses de prisão, por sete votos a 1, nessa quarta-feira (3).

Até agora, não foi divulgado como a devolução será feita, já que vários veículos e imóveis apreendidos já foram leiloados. Em 2022, por exemplo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública leiloou 10 lotes, avaliados em mais de R$ 80 milhões, que estavam em nome do ex-bicheiro. Já em 2023, um condomínio residencial avaliado em R$ 14,5 milhões, em Cuiabá, também foi vendido.

Em 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido por envolvimento em crimes como contrabando de máquinas caça-níqueis e jogos eletrônicos, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e agiotagem, no Uruguai.

Ao g1, a defesa de Arcanjo explicou que houve a anulação da condenação porque o Uruguai indeferiu a extradição dele com relação a esse processo, mas a Justiça Federal, à época, seguiu com a condenação no Brasil.Por isso, a defesa entrou com pedido de revisão criminal. Atualmente, Arcanjo está preso em regime aberto.

Quem é João Arcanjo -  João Arcanjo Ribeiro foi apontado como líder do crime organizado em Mato Grosso e bicheiro, nas décadas de 80 e 90. A prisão dele foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

Arcanjo também já foi alvo de outras operações relacionadas ao jogo do bicho, como a operação Mantus, deflagrada em 2019 pela Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e pela GCCO.


Autor: Redação AMZ Notícias


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias