Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Secretário de Saúde é ouvido por deputados e as mazelas se confirmam




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Nesta quarta, (04) o secretário de Estado de Saúde Mauri Rodrigues (PP), compareceu à Comissão de Saúde, previdência e Assistência Social da para prestar esclarecimentos sobre declarações feitas pelo deputado federal Pedro Henry sobre suposto ‘desvio’ de repasses de verbas de custeio do Ministério da Saúde ao Hospital Regional de Sinop.

Henry disse à comissão ontem que de maio até agora o Estado deveria ter repassado ao Hospital Regional de Sinop R$ 54,6 milhões entre verbas federais contrapartida do Estado, porém, segundo ele, não é o que vem acontecendo e haveria desvio de recursos na ordem de R$ 17 milhões. Sobre a acusação de desvio, o secretário desafiou à quem queira comprovar.

A Sabatina contou com as presenças dos deputados Antônio Azambuja, Sebastião Rezende, Baiano Filho, Pedro Satélite, José Domingos Fraga, Nininho, Tetê Bezerra, Luciane Bezerra, Ademir Brunetto, Dilmar Dal Bosco e J. Barreto, além do suplente Candido Araújo que assume o parlamento amanha, às 10 horas em substituição á Zeca Viana, licenciado.

Mauri disse que as ações estabelecidas pela secretaria de saúde foram as devidas e colocou recursos onde se está produzindo, como o Albert Sabin de Alta Floresta, O Metropolitano de Várzea Grande. Segundo ele, só quando o hospital de Sinop estiver em plena atividade o Estado terá que disponibilizar mais recursos porque se o repasse for feito agora o hospital terá que devolver porque não está em funcionamento.

Sobre o contrato e o termo aditivo que firmaram convênio para de R$ 182 milhões, de forma parcelada de forma que desde março seriam da ordem de R$ 3 milhões mês, ele disse que os recursos foram repassados e cerca de R$ 2 milhões se encontram em caixa. Os recursos estão sendo repassados para hospitais em funcionamento, que estão produzindo num total de 32 unidades, à exemplo do Metropolitano de Várzea Grande, segundo ele.

“Secretário o senhor não cumpriu o termo aditivo que está assinado e o senhor tem que cumprir”, disse o presidente da comissão de saúde, Antônio Azambuja. Já o deputado Dilmar Dal Bosco avaliou que a falta de cumprimento do convênio e do termo de ajustamento demonstra que o convênio foi feito para dar sustentação à então candidatura do atual prefeito que é do mesmo partido do governador, o PMDB. Em resposta, Mauri disse que o dinheiro está sendo aplicado, mas nas áreas que funcionam efetivamente o que não inclui o hospital de Sinop.

O secretário também falou sobre suspeitas de que equipamentos que estão armazenados em Cuiabá estariam aguardando momento político para serem entregues. Segundo ele, a guarda se dá em razão de que caso as caixas sejam abertas perde-se a garantia. Ainda de acordo com ele, os equipamentos serão entregues quando a unidade estiver concluída.

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa também vai convocar o administrador da Fundação Santo Antonio, Organização Social de Saúde (OSS) que administra o hospital regional de Sinop, Wellington Arantes, pra prestar esclarecimento sobre recursos públicos repassados e não repassados à unidade. 


Autor: Jornal da Noticia com Assessoria


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