Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Morte de Homero Pereira fecha o ciclo dos grandes defensores do agronegócio de MT




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A morte do deputado Federal Homero Pereira, ocorrida na tarde deste domingo, 20.10, em São Paulo, fechou a lacuna dos grandes defensores do agronegócio, que ao seu modo levaram Mato Grosso a se tornar uma potencia no setor.

Ao lado de Jonas Pinheiro, já falecido e de Zeca D’Vila, hoje aposentado, Homero Pereira, formou um trio que entre os anos 80 e 90 percorreu município por município do estado, criando mecanismos e reforçando as ações para fortalecimento do agronegócio.

Vitima de uma metástase, originada após a retirada de um tumor no estomago, Homero que estava em tratamento no Hospital Sírio Libanês/SP havia sido liberado desde o dia 16 de outubro para continuar seu tratamento em casa. 

Lideranças políticas do estado lhe prestaram homenagem, apesar de ser político, o grande legado de Pereira, juntamente com Jonas Pinheiro e Zeca D’Vila, foi  traduzir para a política, aquilo que Mato Grosso, mais tem de bom e produtivo, a força do agronegócio.

No conjunto de ações se destacam desde o combate a febre aftosa que levou o estado a ter o melhor rebanho bovino do país até a expansão das fronteiras agrícolas e da agroindústria. Outras lideranças surgiram e continuam a atuar, caso de Rui Prado e Carlos Favaro, mas ainda não contagiados pelo entusiasmo que movia Homero, e a mesma linguagem do trio que revolucionou o jeito de fazer política em defesa do setor.

O senador Blairo Maggi, que teve sua origem no setor, é hoje a grande referencia política nacional de Mato Grosso, Maggi representa o agronegócio, mas  não com a mesma proximidade do homem do campo, e sim solidificado como referencia nacional de idoneidade e lida pública, devido a sua influência em outros setores.

Homero se aposentou dos trabalhos na Câmara Federal no dia 20 de setembro. O parlamentar iniciou sua vida pública em 1990, como secretário de Agricultura do então governador Jayme Campos. Depois disso foi deputado estadual e federal por dois mandatos, sempre em defesa dos interesses da agricultura.

Ele atuou como presidente e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) entre 1991 e 2010. Nesse período, profissionalizou a Federação e deu envergadura política e econômica aos sindicatos rurais. Com seu trabalho conseguiu se projetar a deputado federal e na Câmara chegou a presidir a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

O parlamentar idealizou a construção dos edifícios da Famato e o Cenarium Rural, no Centro Político Administrativo (CPA). Depois que deixou a Famato, se elegeu deputado federal em 2006 e 2010, sempre como um dos mais votados. Foi eleito pela primeira vez em 2006, quando obteve mais de 100 mil votos e, na eleição seguinte, conquistou um segundo mandato com 112.421 mil votos.


Autor: Jornal da Noticia com NaiaraMartins


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