Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Cultivo de soja não transgênica cresce em Mato Grosso, e aumenta a lucratividade




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Os produtores mato-grossenses irão colher na safra 2013/ 2014 aproximadamente 5,9 milhões de toneladas de soja convencional, o que representa 23% do total que será produzido pelo Estado neste ciclo (25,278 milhões de toneladas). Esta é a projeção do Programa Soja Livre (PSL), após quatro anos de trabalho iniciado em Mato Grosso e, posteriormente, ampliado para os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Com esse resultado, a soja livre segue retomando seu espaço no campo. Para se ter uma ideia, a participação do grão na produção estadual na safra passada (2012/13) foi de 18%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange).

Na avaliação do diretor executivo da Abrange, Ricardo Tatesuzi de Sousa, os resultados demostram a profissionalização do programa e comprovam o aumento do interesse do agricultor. “Por isso, vemos nesta nova edição um apelo mais direto ao aspecto financeiro-econômico. A soja convencional tem uma procura maior porque, obviamente, o agricultor entendeu e viu vantagens”, avalia Sousa.

Mas para manter os números em expansão, alguns desafios precisam ser superados como a baixa disponibilidade de sementes para o plantio. Segundo o diretor executivo da Abrange, o cultivo de soja convencional poderia ter sido maior este ano, mas faltou semente. Parte do problema está na ausência de interesse comercial das sementeiras em ofertar o produto, já que a semente de soja transgênica chega a ser três vezes mais cara que a convencional. “Isso não significa que, para o produtor, é o melhor, que dará mais rentabilidade e será mais vantajoso. Produtor esse que é quem queremos atender, junto com as sementeiras interessadas nesse mercado específico”.

Mercados que tendem a crescer diante da exigência do consumidor final. Para alcançar a mesa dos clientes europeus, por exemplo, as indústrias de alimentos destacam nos rótulos das embalagens que não há na composição qualquer produto transgênico. Assim como ocorre também em cadeias como a da carne, elevando a busca por farelo de soja não transgênico. Diante desse perfil de clientela, não só a Europa, como a Coréia do Sul, o Japão e a China têm aumentado a procura por produtos livres de transgenia.

Na lista de benefícios, ressalta-se o fato de que os principais concorrentes do Brasil (Estados Unidos e Argentina) na produção de soja não têm condições hoje de oferecer o grão não transgênico. O Brasil divide esse espaço comercial com a India. De acordo com o coordenador do PSL, Luis Artur Saraiva, a expectativa do programa é alcançar 30% da produção estadual, que seria suficiente para atender parte da demanda mundial do grão estimada em 30 milhões de toneladas.

Todos esses assuntos foram debatidos durante o lançamento oficial da 4ª Edição do Programa Soja Livre nesta segunda-feira (25), em Sorriso. A programação terá continuidade em janeiro de 2014 com a 2ª Edição do Rally Soja Livre, organizado pela Cooperativa de Desenvolvimento Agrícola (Coodeagri), e os dias de campos nas regiões polos do Estado. O PSL é realizado através de uma parceria entre a Abrange, a Coodeagri, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja).


Autor: Jornal da Noticia com Evania Costa


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