Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Após "rombo" de João Emanuel, vereador Julio Pinheiro quer adiantamento da Prefeitura




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O presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), pediu ao prefeito Mauro Mendes (PSB) um adiantamento do repasse para, segundo ele, ajudar no pagamento das dívidas do Poder Legislativo.

De acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2014, a Câmara receberá um duodécimo de R$ 34,3 milhões ao longo do ano, o que dá cerca de R$ 2,8 milhões por mês.

A intenção de Pinheiro é receber, pelo menos, R$ 600 mil a mais na parcela de janeiro, e o valor seria descontado do repasse dos meses seguintes.

Esse dinheiro seria usado para pagar contratos do Poder Legislativo que estão em atraso, e despesas feitas sem empenho, durante a gestão do ex-presidente João Emanuel (PSD).

“O prefeito deve nos antecipar alguma coisa nos primeiros dias do ano, para que eu possa, entre o dia 5 e 10 de janeiro, pagar todos os contratos. E vou ter que usar também a ferramenta de pagamento de despesa de exercício anterior, para pagar as despesas que foram feitas sem empenho. Só esse item é em torno de 600 mil”, afirmou o vereador, nesta semana.

Após assumir a presidência, no começo do mês, em substituição a João Emanuel, que renunciou ao cargo após uma gestão de 11 meses, Pinheiro anunciou que havia um "rombo" de R$ 8,1 milhões nas contas da Câmara.

Diante da dívida, o novo presidente anunciou calote a todos os fornecedores, e disse que passaria um “pente-fino” nessas dívidas, para pagar somente as despesas que forem efetivamente comprovadas.

O parlamentar afirmou, ainda, que a prioridade seria quitar o salário dos servidores que continuavam na Casa, objetivo que foi atingido.

Vários outros funcionários foram exonerados e devem receber os direitos trabalhistas, que somam outros R$ 600 mil, somente em janeiro.

A expectativa de Pinheiro é reduzir o déficit em cerca de R$ 1,5 milhão, em 90 dias.

 

“O rombo orçamentário da Câmara é de R$ 8,1 milhões, e o financeiro é R$ 5,7 milhões. Então, vou passar um pente-fino, começar essa auditagem e, em cima disso, vou pagar só o que estiver 200% comprovado. Podem falar que é calote, porque eu não vou pagar nada que estiver em risco”, afirmou.


Autor: Mídia News


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