A menos de uma semana preso na Polinter, em Cuiabá, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP) já começa a receber visitas. A primeira foi a de sua esposa, Iva Henry, no último domingo (29). Em janeiro, o ex-parlamentar deve ser visitado por políticos como o deputado estadual Ezequiel Fonseca (PP). O progressista, que está em São Paulo, afirmou ao RDNews que vai visitar o amigo assim que chegar de viagem.
Henry chegou na Polinter no dia 27, onde vai cumprir pena de 7 anos e 2 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime semiaberto, por envolvimento no esquema do Mensalão. Assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão, o político foi encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), mas conseguiu na Justiça o direito de cumprir pena em Mato Grosso.
O advogado do ex-deputado, José Alvarez, conta que ele ainda está se adaptando a nova realidade. A defesa aguarda parecer do Ministério Público do Estado (MPE) quanto à análise da proposta de trabalho feita pelo Hospital Santa Rosa.
Henry, que é médico com três especialidades, foi chamado para coordenar o corpo clínico da unidade de saúde e deverá receber salário de R$ 7,5 mil – dinheiro que deverá usar para custear multa de R$ 936 mil referente ao Mensalão. No entanto, só deve começar a trabalhar assim que o MPE apresentar parecer favorável para que o juiz da Vara de Execução Penal de Cuiabá autorize.
A decisão deve ser proferida pelo magistrado nos próximos dias, mas até lá Henry deve aguentar a ansiedade. “Ele está agoniado e aflito esperando, sabe que tem direito ao trabalho, mas que deve aguardar”, comenta Alvarez. Para o advogado, a proposta de trabalho será aceita pela Justiça. “A lei de Execução Penal é bem clara neste sentido, mas temos que aguardar a tramitação toda. Qualquer reeducando passa por esse processo e o Pedro não tem nenhum benefício, tem que seguir conforme determina a legislação”, pondera.
Autor: RDNews