Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Pedro Taques minimiza conflitos entre possíveis aliados e descarta "uma debandada"




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O senador Pedro Taques (PDT) minimizou, em entrevista nesta terça-feira (7), a crise entre os partidos do grupo “Mato Grosso Muito Mais”, formado nas eleições de 2010 pelo PDT, PPS, PSB e PV e que, desde o ano passado, vem ganhando o reforço do PSDB e DEM.

As siglas se unem com o objetivo de lançar Taques como candidato de oposição ao Governo do Estado. Desde a semana passada, no entanto, os representantes de alguns partidos vêm trocando “alfinetadas”.

O presidente regional do PDT, deputado estadual Zeca Viana, teria dito que aliados com problemas na Justiça seriam “vetados” pelo senador.

"Não há crise. É absolutamente natural que ocorram críticas, que ocorram sugestões. Isso é muito bom, faz parte da democracia e não podemos ter um pensamento único".

Em resposta, o deputado federal e presidente regional do DEM, Júlio Campos, já indicou um possível apoio ao atual suplente do senador Blairo Maggi (PR), Cidinho dos Santos (PR), ao Governo.

Quem também estaria ameaçando deixar o grupo é o prefeito de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), Percival Muniz, presidente estadual do PPS.

“Não há crise. É absolutamente natural que ocorram críticas, que ocorram sugestões. Isso é muito bom, faz parte da democracia e não podemos ter um pensamento único. Cada partido tem seus interesses e eles são legítimos. Portanto, não vejo como crise, vejo como algo normal. Na política, você precisa de três coisas: paciência, paciência e paciência”, afirmou o senador.

Taques também descartou que as supostas brigas pudessem ser especulações para desestabilizar o grupo e desconsiderou um possível racha.

“Não acredito que seja especulação, mas não sei o que é. Lógico que essas divergências são salutares e legítimas. Cada partido político tem sua legitimidade para buscar seu espaço e isso tem que ser entendido”, disse.

“Cheguei em Cuiabá nesta madrugada [de terça-feira, 7] e, a partir das 6h, conversei com o Jayme [Campos], com Júlio, Percival, Nilson Leitão (PSDB), Zeca Viana, Mauro Mendes, Eduardo Moura e também com Wellington Fagundes (PR) e tudo está absolutamente normal”, completou.

Apesar de negar a crise entre as legendas, Taques também afirmou que o grupo ainda está em construção e nada já está sacramentado. 

“Nós estamos construindo esse grupo. Nós tínhamos quatro partidos nas eleições de 2010, que se repetiram em 2012. Hoje, temos conversas com PSDB e DEM, assim como estamos conversando com o PTB. Não existe absolutamente nada fechado sobre isso. Mais do que nomes, precisamos saber o que nós queremos e é isso que está sendo levado em consideração no momento”.


Autor: Mídia News


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