Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Muvuca diz em prévia do Plano de Governo "Enquanto fazem conchavos, fazemos propostas"




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“Enquanto eles fazem conchavos, nós fazemos propostas, e elas se baseiam em justiça e igualdade social”. Este é o mote que norteia a ‘Carta de Princípios’ lançada na última quinta-feira pelo jornalista e ativista político José Marcondes Muvuca no auditório Licínio Monteiro em coletiva a imprensa. “Vamos mostrar o que está por trás da cortina”  - inicia seu discurso carregado de críticas ao modelo do agronegócio onde a produção é desonerada pela Lei Kandir, cuja derrubada é uma das suas principais bandeiras.

Com frases e palavras contundentes como ‘ratazanas de terno e gravata’, ‘gigolôs do erário público’ e ‘elite agrária perversa e nefasta’, Muvuca caracteriza o grande latifúndio agroexportador que não paga imposto como egoísta, escravagista, predador ambiental despojado de qualquer resquício humanitário, e declara uma verdadeira guerra contra a desoneração da produção primária, propondo a manufatura e industrialização.

Seu posicionamento, no mínimo, é original e o diferencia de todos os outros candidatos, uma vez que não ataca pessoas nem adversários, e sim o sistema como um todo – numa afronta a ‘tudo que está aí’. Em um ambiente político onde todos os outros candidatos ‘correm’ atrás dos mega produtores por financiamento de campanha e montagem de chapa, Muvuca diz Não! - “Não vou aceitar na minha campanha nenhum centavo do agronegócio para ter isenção depois para fazê-los pagarem impostos como todo cidadão comum” – garante, mesmo sendo o candidato mais pobre entre todos os já colocados.

Segundo Muvuca, a mãe de todas as mazelas em Mato Grosso, além da corrupção que grassa historicamente em nosso estado, é a desoneração da produção primária exportadora de commodityes que concentra riqueza, inibe o crescimento e geração de empregos, usurpa do bem social que é a terra, produzindo uma elite agrária que ‘lava’ seu lucro financiando campanhas eleitorais de políticos para manter esse sistema.

“Se não existe escola de qualidade, saúde para todos e segurança na porta de casa, a culpa é desses que não pagam impostos, porque esse dinheiro falta na hora de dar uma boa remuneração aos professores, aumentar os investimentos na saúde pública e fortalecer a segurança” – acusa, em referência a uma chamada elite agrária que financia os seus concorrentes ao governo do estado. “Esse sistema mantém sua fábrica de dinheiro funcionando através do aliciamento de políticos” - completa.

Os 5 eixos propostos em seu pré-plano de governo inclui ainda eficiência pública, combate permanente a corrupção como política de estado, resgate da dívida social, investimento maciço em educação e saúde, bem como uma política ideologicamente distributivista “Temos que fazer com que os que tem muito paguem seus impostos para que o custo de manter a pesada máquina estatal não recaia apenas no lombo dos pequenos que ganham pouco, temos que apoiar a agricultura familiar que é quem põe comida em nossa mesa porque não comemos soja, temos que industrializar o estado para agregar valor e gerar empregos, enfim, temos que mudar o sistema e temos muito que fazer” – declara.

Muvuca é o primeiro candidato na história a fazer um discurso contra a decantada prosperidade alardeada pelo agronegócio. Segundo ele, poucos estão ficando ricos às custas de muitos “Não quero ter rabo preso com financiador de campanha nem sojicultor, nem sequer conheço as tradings e holdings que operam isso, só sei o quanto é nefasto os 2 bilhões que eles deixam de pagar aos cofres públicos e é preciso mostrar isso pra sociedade”.

Além de ser o primeiro candidato declarado ao governo do estado para este ano, é também o primeiro a lançar uma carta de intenção como prévia de um Plano de Governo que irá apresentar durante as eleições. “Enquanto uns estão conhecendo o estado agora, e outros estão batendo cabeça para definir o candidato, nós já estamos fazendo propostas. Chega de conchavos políticos e loteamento de cargos, vamos discutir os problemas do nosso estado, justiça tributária e combate as desigualdades sociais e regionais” – completa.

Na sua visão, como um todo, o candidato humanista não é contra o setor produtivo, ele prega apenas justiça e pretende romper com o sistema elitista de angariação de votos baseado na dinheirama que rola nas eleições. “Minha aliança tática será com os setores excluídos e açoitados pelas altas taxas de impostos, por sinal a mais alta do país.”


Autor: Jornal da Noticia com Assessoria


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