Por falta de consenso, a definição da chapa do pré-candidato a governador Pedro Taques (PDT), que deveria ser em uma reunião nesta segunda-feira (16), foi adiada. De acordo com o presidente do PDT, o deputado estadual Zeca Viana, as reivindicações do PSB atrasaram o fechamento da chapa.
“Vamos conversar individualmente com os aliados para trocar ideia e chegar a um acordo. Queremos resolver os descontentamentos, para não ficarmos ciscando para fora. Devemos fazer várias conversas ao longo dessa semana, para avançar nas negociações sobre contemplar os partidos de outras formas antes de fazermos uma reunião de decisões”, disse Viana.
Conforme relatou o deputado, as negociações já estavam avançadas para que o ex-presidente da Aprosoja Carlos Fávaro (PP) fosse o indicado a vice de Taques, e o senador Jayme Campos (DEM) como candidato à reeleição.
Porém, o presidente do PSB, Mauro Mendes, passou a reivindicar a indicação de um candidato na chapa majoritária, e sugeriu a deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) ou o ex-secretário de Governo Fábio Garcia (PSB) como opções.
“Já estava praticamente definido, quando Percival Muniz (PPS) e Mauro passaram a exigir vaga na majoritária. Eu defendo o Fávaro como vice do Pedro Taques, porque ele tem o apoio da maioria do grupo, e tem forte liderança no setor do agronegócio. Temos que trazer o agronegócio para dentro do Governo para ajudar a administrar o Estado”, disse Viana.
Briga por espaços
O imbróglio sobre a chapa majoritária da oposição ainda deve se arrastar em função da briga por espaços. Para as três vagas de vice e suplentes, o arco de alianças possui, pelo menos, quatro partidos que reivindicam participação na majoritária: PSB, PSDB, PTB e PP.
Os dois primeiros negociam suplências, embora o PSB também defenda a indicação do candidato a vice-governador. O PP já dá como certa a vaga de vice. O PTB, por sua vez, ainda tenta emplacar Serys Slhessarenko (PTB) como candidata ao Senado, apesar de a vaga já estar garantida a Jayme Campos.
Outro lado
A reportagem tentou contato com Mauro Mendes e Fábio Garcia, mas nenhum atendeu às ligações. O secretário de Governo, Roberto Campos (PSB), disse que estava em uma reunião e retornaria mais tarde.
Autor: Mídia News