O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Marino Franz (PSDB) teria utilizado o seu "poderio" econômico e político para corromper pessoas da prefeitura, Câmara e Incra para conseguir regularizar o lote 581-A. As informações fazem parte do despacho do juiz federal de Diamantino Fábio Henrique Moraes de Fiorenza, que autorizou a prisão preventiva de Marino.
Conforme o documento, obtido pelo Rdnews, Marino é apontado, nas investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal, como suposto braço político e financeiro da organização criminosa que estaria fraudando documentos para se apropriar de terras da União destinadas à reforma agrária. O prejuízo total seria de R$ 1 bilhão.
Ainda segundo o documento, há indícios de que Marino, dono de fazendas e sócio-administrador da Fiagril, seria fornecedor de insumos e defensivos para os integrantes da organização criminosa e que "participaria ativamente das atividades e tomada de decisões junto aos demais integrantes", diz trecho.
O argumento para solicitar a prisão de Marino foi de que ele poderia utilizar-se de sua influência, sobretudo sobre servidores do Incra, para prejudicar a instrução criminal ou extinguindo provas.
As informações fazem parte de despacho do magistrado que determinou o cumprimento de 52 mandados de prisão preventiva, 146 mandados de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas em de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde. Até agora, 20 pessoas foram presas.
Autor: RDNews