Apesar de ser do PR, sigla que apoiou a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato (PR), não poupou críticas ao chefe do Palácio Paiaguás. “Esse governador vai ficar com o troféu de pior da história. Foi desastroso”, dispara.
Segundo Rossato, diante da ausência do Governo, as prefeituras tiveram que assumir grandes responsabilidades como investimentos em segurança, saúde e educação. “Ele não municipalizou as ações e deixou os municípios abandonados com a função do Estado. Cortou recursos da saúde, não fez cirurgias necessárias e nem mandou remédios de alto custo, sobrecarregando as cidades”, enumerou.
O republicano revela que não pôde contar nem mesmo com os recursos previstos nos convênios. “Nenhuma sala de aula foi feita em cinco anos”, disse. Além da falta de “parceria” com o Executivo Estadual, Rossato ainda demorou 1 ano e 3 meses para organizar a Prefeitura de Sorriso. “Tínhamos R$ 160 milhões de receita, e mais que isso em gastos fixos, além da dívida acumulada de R$ 10 milhões”, contabilizou.
Mesmo assim, o gestor garante que conseguiu elevar a arrecadação para R$ 200 milhões, aponta um crescimento de 10% ao ano, e assegura que a cidade conta com aproximadamente 60 obras em andamento, entre elas, as instalações do parque tecnológico, do campus do IFMT em um terreno de 72 hectares, com cursos de agronomia e técnicos agropecuários, e de uma unidade do Sebrae/Senai. “Estamos incentivando a qualificação profissional”.
Um aspecto positivo da gestão Silval apontado por Rossato foi a descentralização na emissão das licenças ambientais, competindo ao município essa atribuição. “Assim não é preciso vir a Cuiabá para tratar com funcionários da Sema, que em sua maioria é viciada pois só trabalha com agrado. Não é isso que queremos”, denuncia.
O republicano elogiou os dois mandatos do ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR). “Ele, sim, deu exemplo”. E espera que o governador Pedro Taques (PDT) siga alguns feitos. “Se for um Governo sério, e tenho certeza que vai ser, vamos fazer um governo municipalista”.
Rossato também defende a retomada dos consórcios e a autonomia dos prefeitos consorciados no gerenciamento dos recursos. “Assim a gente faz com que as coisas aconteçam mais rápido no município. O prefeito é o primeiro a ser cobrado”, ressaltou.
Autor: Jornal da Noticia