Caminhoneiros em Mato Grosso irão trancar a BR-163, principal rota de escoamento, entre as cidades de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, a partir desta quarta-feira (18).
O protesto possui como pautas: o aumento “abusivo” do preço do óleo diesel, baixas tarifas de frete praticadas na safra atual, redução da alíquota do ICMS incidente sobre o preço do óleo diesel, entre outras. Em Tangará da Serra, cidade do médio Norte do Estado, a manifestação já chega há nove dias.
O manifesto dos caminhoneiros terá início nesta quarta-feira às 8h. Entre 11h e 13h haverá liberação do trafego para que os motoristas possam voltar para suas cidades de origem. Após isso o trânsito de caminhões serão liberado novamente a partir das 19h. Podendo sofrer alterações, segundo o empresário Gilson Baitaca, um dos líderes da manifestação em Lucas do Rio Verde.
O protesto, em busca de melhorias para a categoria, é realizado pelos caminhoneiros e alguns transportadores, com apoio de autoridades políticas, como vereadores de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e do setor produtivo de Mato Grosso. Há relatos de mobilização de motoristas, também, em Astorga (PR), além de manifestos em andamento em Rondônia.
Por Mato Grosso, mais precisamente pela BR-163, circulam cerca de 15 mil caminhões circulam diariamente no pico da safra, sendo parte destes de outros Estados.
Conforme os caminhoneiros, nessa quarta-feira (18) e quinta-feira (19) a BR-163 têm programação para ser trancada entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde pela manhã e à tarde. A categoria revela que irá nestes dois dias liberar a pista por tempo determinado na hora do almoço e à noite para que “os motoristas que estão fora de suas residências possam passar pra ir até as suas cidades de origem”. Já na sexta-feira (20) promete-se bloquear totalmente.
O presidente da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC-MT), Miguel Mendes, avalia que o setor do transporte em Mato Grosso vem atravessando uma “crise” desde 2014. Nesta safra 2014/2015, comenta o setor do transporte, a tarifa do frete está em média 25% mais baixa que na 2013/2014.
Mendes comenta que a implantação do balizador do frete é uma tentativa do setor do transporte em minimizar os prejuízos. “Quem faz o ‘controle’ dos fretes são as grandes tradings. O transportador acaba sendo refém. Ele não puxa direto do produtor”.
Autor: Olhar Direto