Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Após DEM e PTB, fusão entre PPS e PSB também é descartada devido a incertezas




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O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, acaba de anunciar a suspensão da fusão com o PPS. O anúncio foi feito no início da tarde, nesta segunda (15), em publicação no site nacional da sigla.

Para Siqueira, entre os fatores principais que levaram a pausa no processo de fusão e que, segundo ele, impacta de forma decisiva a agenda, está relacionado a uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual fica estabelecido que a fusão não cria um novo partido.

Nos bastidores, no entanto, a informação é de que desde o início deste mês alguns membros de ambas as siglas já sabiam que esta união havia naufragado. Ocorre que internamente o diretório do PSB em Pernambuco avaliou que com a fusão poderia perder força, ainda mais após o falecimento do então governador Eduardo Campos.

Conforme o presidente do PSB, as vantagens da fusão são incertas, mas lembra que a principal seria o crescimento da bancada. “Este aspecto, evidentemente, é relevante e não poderia ser desconsiderado pela direção partidária”, diz.

Outro fato apontado por Siqueira é o andamento da reforma política no Congresso Nacional, na qual o fim das coligações proporcionais, que era dado por certo, não se viabilizou. Desse modo, ele não descarta que ambos partidos possam unir esforços pensando nas próximas eleições. “Podemos amadurecer a ideia de fusão em 2017”, ressalta.

Por fim, o socialista alega que o prazo para realizar a fusão, previsto para o próximo dia 20, é pequeno para permitir a organização dos partidos em nível estadual. “Como o cenário criado pela reversão da tese de fim das coligações proporcionais nos faculta outro horizonte de tempo, não haveria porque incorrer em tensões desnecessárias no âmbito estadual”, explica.

Em Mato Grosso, caso ocorresse a referida união, o “novo partido” administraria as maiores cidades do Estado, sendo Cuiabá e Rondonópolis, que atualmente são administradas por Mauro Mendes e Percival Muniz (PPS), respectivamente. Ainda no Estado, a legenda seria composta com o senador José Medeiros, com os deputados federais Fábio Garcia e Adilton Sachetti, além dos estaduais Oscar Bezerra, Max Russi e Eduardo Botelho, todos do PSB.

Na Câmara Federal, inclusive, o número de parlamentares subiria de 34 para 45. A quantidade de senadores saltaria para sete, além de 92 deputados estaduais, quatro governadores, 588 prefeitos e 5.831 vereadores, bem como os 792 mil filiados em âmbito nacional.

Esta não é a primeira fusão que é suspensa em Mato Grosso. No final de maio, DEM e PTB desistiram de se unir. A alegação dos dirigentes de ambos os partidos é que não houve consenso interno em torno da divisão do comando da legenda. 


Autor: AMZ Noticias com RDNews


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