O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, afirmou que causa estranheza o fato do deputado estadual Emanuel Pinheiro defender que o Governo de Mato Grosso utilize um estudo sobre VLT realizado pela gestão passada para dar continuidade a obra.
“Tudo que o Governo passado fez sobre o VLT está errado ou foi criminoso. E o deputado Emanuel Pinheiro quer o nosso Governo utilize um estudo feito pelo Governo passado? Essa é uma pergunta que deve ser feita ao deputado. Por que ele insiste em defender as ações do governo Silval Barbosa”, questionou.
O secretário afirmou que o procedimento para contratação de empresa de consultoria especializada sobre a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) obedeceu a todos os critérios previstos na legislação vigente e a dispença de licitação foi autorizada pela Justiça Federal. Mesmo com essa decisão favorável, o Governo de Mato Grosso realizou chamamento público para a contratação da empresa.
O secretário disse para nossa reportagem que o Governo tomou todas as medidas necessárias, como a comprovação por meio de certidões negativas, para garantir que as empresas fossem aptas a participar do certame.
O deputado sugeriu que o governo não precisaria contratar a consultoria especializada, utilizando o estudo desenvolvido pela empresa Oficina Engenheiros Consultores e Associados, contratado em agosto de 2013 pela gestão Silval Barbosa. O estudo deveria apresentar dados sobre a operação do VLT, mas teve como base a matriz elaborada para o modal Bus Rapid Transport (BRT).
Tal modelo de transporte intermunicipal havia inicialmente sido sugerido para a Copa do Mundo em Cuiabá. A informação está registrada no próprio estudo que a Oficina Consultores apresentou ao Governo de Mato Grosso ainda no ano de 2013.
“Sugerir que a atual gestão utilize um estudo feito pela gestão passada é brincar com a inteligência do cidadão”, afirmou o secretário.
O secretário ainda questiona o fato do deputado não fiscalizar os contratos das obras da copa na gestão passada. “O nobre deputado já ocupava cargo na Assembleia quando todos esses problemas nos contratos e nas obras estavam acontecendo. Eram perceptíveis problemas nos cronogramas das obras, afinal, elas não foram entregues. E a pergunta que fica é porque nada foi feito”, disparou.
Autor: AMZ Noticias com Olhar Direto