S�bado, 18 de Abril de 2026

Cerca de mil pessoas voltam a explorar garimpo ilegal no município de Pontes e Lacerda




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Mais de mil pessoas voltaram a explorar o garimpo ilegal, conhecido como Serra do Caldeirão, no município de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá), após a operação “Terra do Nunca” , da Polícia Federal, que desocupou a área no dia 10 de novembro.

A informação é do prefeito da cidade, Donizete Barbosa (PSDB).De acordo com ele, depois da ação policial, os agentes saíram da cidade, possibilitando o retorno dos garimpeiros.

“A maioria das pessoas que estão no garimpo é de fora. Eles retornaram algumas semanas depois da operação, pois não há mais policiais fiscalizando a área”, afirmou o prefeito.

Barbosa disse que não pode tomar nenhuma providência quanto à nova invasão, já que a responsabilidade é da Polícia Federal.

Antes da desocupação, determinada pela Justiça Federal, cerca de 5 mil pessoas encontravam-se no local, em busca do "sonho do dourado".Conforme a assessoria, a Polícia Federal não pode agir sem nenhuma determinação oficial.

A instituição  aguarda o andamento de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), e que prevê uma nova desocupação no local.

A ação civil propõe, ainda, a permanência de policiais no garimpo, para que não ocorra uma nova invasão.

O caso

 A corrida pelo ouro em Pontes e Lacerda foi confirmado pelo Governo do Estado no dia 12 de outubro. À época, cerca de 600 pessoas invadiram a área, após a divulgação de que uma grande quantidade de ouro foi encontrada.

A disseminação de fotos e vídeos (muitos frutos de montagens falsas) nas redes sociais colaborou para intensificar a  invasão ao local, que chegou a receber mais de cinco mil pessoas.

A desocupação do local atendeu a  uma decisão do juiz federal Francisco Antônio de Moura Júnior, da 1ª Vara da Subseção de Cáceres, proferida no dia 19 de outubro. Não foi necessário o uso da força para retirar os garimpeiros da Serra do Caldeirão.

A ação contou com o apoio da Polícia da Militar, Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Grupo Especializado de Fronteira (Gefron) e do Corpo de Bombeiros.

 

Logo depois da desocupação, uma empresa foi contratada e fez a implosão de galerias, túneis e buracos abertos pelos garimpeiros.  


Autor: AMZ Noticias com Mídia News


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