Pelo menos um terço dos integrantes já definidos da comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) é alvo de acusações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que revela um levantamento feito pelo site Congresso em Foco.
Dos 61 deputados escolhidos em votação tensa no Plenário da Câmara Câmara, na terça-feira (8), ao menos 20 respondem a inquéritos (investigações preliminares) ou ações penais (processos que podem resultar em condenação) no Supremo.
Um deles é o deputado federal Nilson Leitão, do PSDB de Mato Grosso. Ele é acusado de superfaturar obras quando era prefeito de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá) e de incentivar a invasão de terras indígenas, ele é investigado nos processos da Operação Gautama.
Segundo acusação do Ministério Público Federal (MPF), ele teria efetuado procedimentos que possibilitaram o desvio de recursos públicos, por meio de superfaturamento na execução de obras de pavimentação e drenagem, em trecho urbano da BR-163. A conduta delituosa teria ocorrido entre 2001 e 2006.
Crimes de responsabilidade – como os atribuídos à presidente Dilma, no pedido de impeachment a ser analisado –, corrupção, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais e contra a Lei de Licitações são algumas das suspeitas que se repetem contra esses parlamentares, segundo o site.
Entre os investigados, 14 serão titulares e seis ocuparão a suplência da comissão. A relação é encabeçada pelo PSDB, com seis nomes, seguido pelo PP, com quatro.
Na sequência, aparecem o PMDB, o PSD e o SD, com dois cada. PSC, PTB, PPS e PSB têm um nome cada.
Autor: AMZ Noticias com Mídia News