Segunda-Feira, 25 de Maio de 2026

Vitória do direito de greve deve ser respeitado, Centrais Sindicais ganham direito de resposta




COMPARTILHE

Trabalhadores e centrais sindicais de Mato Grosso comemoram mais uma vitória do direito de greve nesta quinta-feira (09). Foi realizado um acordo entre as centrais sindicais e as empresas que assinaram a campanha publicitária "Greve Custa Caro", veiculada em diversos meios de comunicação de Mato Grosso, no mês de agosto de 2011. Os responsáveis pela campanha deverão pagar R$150 mil por danos morais coletivo e as entidades sindicais representantes dos trabalhadores terão o direito de resposta nos mesmos moldes: nos veículos que veicularam, nos horários e inserções. O pelo Ministério Público do Trabalho e m Mato Grosso (MPT/MT) será o responsável pela nova campanha.

A ação foi promovida contra as empresas que promoveram em 2011 uma campanha nos meios de comunicação contra o direito de greve dos trabalhadores. Os procuradores do Trabalho, Thalma Rosa de Almeida, Marco Aurélio Estraiotto Alves e Rafael Garcia Rodrigues foram os que ajuizaram a ação civil pública com pedido de liminar para impedir a continuidade da divulgação de campanha publicitária.

As entidades que assinaram a campanha Greve Custa Caro foram Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso - Fiemt, Câmara de Dirigentes Logistas de Cuiabá -CDL, Federação das Associações Comerciais e Empresariais - Facmt, Federação da Agricultura - Famat e Federação do Comércio de MT - Fecomércio.

Para o presidente do SEEB-MT, Arilson da Silva, o acordo resultante da ação civil pública é a prova que a luta da categoria através da greve é um direito legítimo das categorias e que atitudes que dizem o contrário contrariam o direito dos trabalhadores. “Mais do que defender o direito de greve, nós recorremos ao Ministério Público para que o nosso direito seja restabelecido pela campanha, os danos morais reparados o mais breve posível e o nosso direito de greve assegurado. É uma vitória de todos nós trabalhadores”, diz Arilson.

O Procurador-Chefe do MPT, Thiago Gurjão Alves Ribeiro, destaca que o direito de greve é legítimo e a ação do Ministério Público não deve ser confundida com o cerceamento da liberdade de expressão, pois a campanha Greve Custa Caro feriu a classe trabalhadora. “Liberdade de expressão é um direto de todos, é não deve ser restrito àqueles que tem maior poder econômico. O direto de greve deve ser respeitado”, afirma Thiago.

“O Ministério Público nos representou muito bem, ficamos satisfeitos com as audiências e com o acordo. A repercussão de ganhar essa ação, para nós, trabalhadores, é muito importante. É preciso destacar que esse ganho assegura o respeito aos trabalhadores. Essas entidades patronais foram culpadas por um dano moral e coletivo provocado aos trabalhadores em Mato Grosso. A ação foi frutífera, tem repercussão estadual e nacional, trata-se de uma vitória significativa. Aproveito para parabenizar o trabalho do Ministério Público em Mato Grosso”, declarou a presidente do Sintrae-MT e da CTB estadual,Nara Teixeira.

Representaram os movimentos sindicais a Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito, Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Sindicato dos Metalúrgicos e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telefonia.


Autor: Jornal da Noticia / Marcela Brito


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias