S�bado, 18 de Abril de 2026

Comerciantes da Alencastro no centro de Cuiabá revelam medo e falta de policiamento




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Comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Alencastro, no Centro Histórico de Cuiabá, reclamam da falta de segurança. Eles alegam que não há policiamento adequado e são constantes os roubos às lojas.

Para conseguir manter seus estabelecimentos, em meio ao perigo que alegam haver na região, muitos contam que tiveram de contratar segurança particular.

Os empresários reclamam do pouco policiamento, apesar de haver, nas proximidades, a Companhia Comunitária do Centro Histórico - na Rua Sete de Setembro, perto da Igreja Senhor dos Passos.

Os trabalhadores que aceitaram dar entrevista para esta reportagem pediram para não ser identificados, pois temem represálias dos criminosos.

A gerente de uma loja, na Rua Cândido Mariano, contou que o estabelecimento foi assaltado seis vezes, somente em dezembro passado. Ela disse que a falta de segurança tem assustado os comerciantes e os funcionários.

“Não está havendo policiamento. Somente uma viatura passa por aqui, de vez em quando. Porém, nenhum policial fica nas ruas ou nas praças”, disse.

Apesar de a loja não ter sido alvo de nenhum novo roubo desde o início deste ano, a gerente disse que a insegurança continua presente no comércio da área.

“Mesmo sem nenhum roubo nos últimos dias na loja, a praça continua cheia de jovens usando drogas e não há nenhum policiamento”, explicou.

A mulher contou que o período do almoço é quando mais ocorrem os crimes praticados contra os comerciantes. “Acredito que deveriam colocar policiamento fixo em toda essa área para melhorar a segurança”, disse.

A gerente de outra loja, também nas proximidades da praça, reiterou o medo vivido por quem trabalha no local.

“A situação está muito complicada, estamos nas mãos dos bandidos. Está havendo muito assalto e não há policiamento adequado”, declarou.

Ela contou que o estabelecimento teve de recorrer à segurança particular. “Os comerciantes acabam tendo que recorrer a alternativas para ficarem seguros, como pagar alguém para cuidar e instalar câmeras de segurança”, afirmou.

“Trabalho na Cândido Mariano há 26 anos e nunca tive a minha loja assaltada, mas a situação de insegurança piorou muito nos últimos anos”, completou.

Roubo no sábado

No último sábado (16), uma loja na Rua Pedro Celestino foi roubada. Conforme a proprietária, bandidos armados com revólver levaram R$ 2,6 mil, além de itens que estavam à venda.

Mesmo com policiamento na região central, lojistas afirmam que roubos são constantes “Quando me roubaram, não havia nenhum policiamento, não tinha ninguém. Corri até a praça para ver se via algum carro da PM, mas não havia nada”, lamentou.

Ela disse que acionou a Polícia Militar para tentar encontrar os assaltantes, porém ninguém apareceu.

“Pago meus impostos, mas não tem ninguém para garantir a nossa segurança. Os bandidos andam armados e levam o que querem dos trabalhadores”, afirmou.

Para tentar se proteger contra os crimes, a comerciante contratou dois seguranças particulares para permanecerem em sua loja. “Estamos abandonados, não há policiamento. Não adianta ter uma viatura na porta da Prefeitura, se não há nenhum tipo de segurança para os comerciantes”, concluiu.

Segundo informações dos empresários do entorno da Praça Alencastro, um comerciante decidiu fechar a loja após ser assaltado quatro vezes, em menos de um mês.

Outro lado

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que atende toda a área do entorno da Praça Alencastro.

Conforme o comandante da área do 1º Batalhão, tenente-coronel Maurício Monteiro, quatro viaturas fazem o policiamento no local.

Além do patrulhamento motorizado, a PM afirmou que também é feito policiamento a pé, nas principais vias públicas da região.

O tenente-coronel enfatizou que não houve, nos dados da PM, aumento nos acionamentos feitos junto à corporação.

No comunicado, a Polícia Militar informou aos comerciantes e à população que, em caso de ocorrência, é necessário ligar para o 190 ou para o telefone da Companhia Comunitária do Centro Histórico: 3624-2299.


Autor: Vinicius Lemos com Midia News


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