Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Deputado federal estuda trocar de partido para disputar a prefeitura de Cuiabá




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A promulgação pelo Congresso Nacional da janela que dá o prazo de 30 dias para permitir a troca de partido sem a punição de perda de mandato promete facilitar a criação de um grupo político que une PSD-PP e PSC para as eleições municipais. Liderado pelo vice-governador Carlos Fávaro, uma articulação está sendo feita para o deputado federal Victorio Galli trocar o PSC pelo PSD com o intuito de ter facilitado sua pretensão de concorrer a prefeito de Cuiabá.

Membro da bancada evangélica, Galli é conhecido pelas posições conservadoras e planeja disputar o Executivo para ter seu potencial de votos aumentado para as eleições de 2018, quando deverá ser candidato à reeleição. Conforme apurado nos bastidores, o suplente de deputado federal José Augusto Curvo, o Tampinha, que está no exercício do mandato graças à licença do titular do mandato, Ezequiel Fonseca, é cotado a trocar o PDT pelo PP.

Ainda foi apurado que o PSD mantém diálogos para obter a filiação dos deputados Leonardo Albuquerque (PDT) e Dilmar Dal Bosco (DEM), ambos também já convidados formalmente pelo PSDB, e o deputado estadual Wagner Ramos, filiado ao PR. A ideia do PSD é eliminar qualquer possibilidade de a oposição ascender nas eleições de 2016, o que representaria o fortalecimento para as eleições gerais de 2018.

A oposição representada atualmente pelo PMDB e PR tem como única opção viável neste momento para a disputa ao governo do Estado o senador Wellington Fagundes (PR). O vice-governador Carlos Fávaro, no entanto, nega que o partido pense somente em resultados eleitorais e destaca os projetos relevantes a sociedade. “Estamos trabalhando um projeto para melhorar Mato Grosso e torná-lo mais forte. Para concretizar esse projeto precisamos fortalecer os municípios e aí inserir o partido em discussões de projetos como educação, saúde, segurança, agricultura familiar e outros pertinentes à gestão pública”, disse.

Fávaro ainda ressaltou que o partido está em ascensão nos últimos meses. O vice-governador foi eleito pelo PP nas eleições de 2014 e assumiu o PSD que nasceu em 2011 numa articulação política liderada pelo ex-deputado estadual José Riva. “Nenhum partido vive de passado. Quando assumimos, o PSD tinha 38 prefeitos. Perdemos oito, chegamos a 30. E atualmente estamos com 43 prefeitos e obtendo ainda mais filiações nos municípios”, observou. 


Autor: Rafael Costa com Diário de Cuiabá


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